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08/03/2008 - Diário de Cuiabá Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Dez por cento das ocorrências são falsas

Por: Adilson Rosa


De cada dez ocorrências registradas de roubo ou furto de carro, uma é falsa, ou seja, 10% dos casos. Trata-se de falsa notícia-crime e ocorre principalmente em transações financeiras malsucedidas geralmente em diversas situações. Numa delas, por exemplo, a pessoa vende o carro para outra. Esta não paga e o dono registra queixa de furto. Em outra situação, a pessoa não pagou e o dono toma o bem. Então, registra queixa. A farsa serve também para a aplicação do golpe do seguro.

Em média, a Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DERRFVA) registra 200 ocorrências por mês – entre roubo e furto - sendo que 20 são falsas. Segundo o delegado Roberto Amorim, titular da DERRFVA, com o registro da ocorrência, o efeito é imediato. Os dados do veículo são inseridos no sistema BIM (de checagem) e, com isso, fica impedido de ser comercializado. Se passar numa barreira policial, acaba apreendido.

Para o delegado, as pessoas procuram a delegacia para uma competência que não é delas. Ao investigar, os policiais descobrem que se trata de uma negociação malfeita. “As pessoas acabam usando a polícia para consertar uma negociação financeira, mas esquecem que cometeram um crime ao registrar uma falsa notícia-crime”, alertou. “A pessoa pode até ser presa por isso”.

Na semana passada, o motorista de um caminhão inventou um roubo para revender o veículo. Chegou a descrever o cativeiro onde teria ficado quatro dias em poder dos ladrões. Os policiais desconfiaram e ele confirmou ter praticado a venda. A carreta foi localizada dias depois, no Pará.

Amorim acrescentou que os policiais responsáveis pelo registro das queixas são rigorosos. Ao levantar a menor suspeita, acabam informando ao delegado plantonista da situação. Para o delegado, além de atrapalhar o trabalho policial, acabam inchando as estatísticas da delegacia.

“O índice (de falsa notícia-crime) está nesse patamar porque somos rigorosos”, observou a delegada plantonista Cleibe de Paula. Caso a pessoa consiga enganar os policiais do setor de ocorrência, a farsa acaba sendo descoberta pelos policiais que vão ao local do furto ou roubo.

“Perguntamos para testemunhas e descobrimos que o carro nunca esteve no local e, assim por diante. A cada passo descobrimos que as informações fornecidas pela vítima são confusas e concluímos que se trata mesmo de mais um caso de falsa notícia crime”, relatou um policial plantonista.

A delegada lembrou que existem outras situações de notícia falsa. São casos em que o marido demora para chegar em casa e a esposa registra queixa. O caso é colocado no “sistema de alarme” – fica 72 horas registrado no sistema nacional, mas permanece no estadual, caso a pessoa não peça para cancelar. Confirmada a farsa, a pessoa é chamada e o delegado instaura um termo circunstanciado de ocorrência e o caso vai para o Juizado Especial Criminal.

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