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05/03/2008 - O Globo Online / Valor Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Crescimento da economia deve aumentar tentativas de lavagem de dinheiro no Brasil, diz consultor

Por: Rafael Rosas


RIO - O Brasil deve se preparar contra um possível aumento das tentativas de lavagem de dinheiro no país. De acordo com o consultor contra crimes financeiros Kenneth Rijock, o crescimento da economia pode atrair criminosos interessados em legalizar dinheiro conseguido ilegalmente. Além disso, Rijock chama a atenção para o aumento do tráfico internacional entre os países produtores de drogas na América do Sul e a Europa.

Segundo o especialista, que atua como consultor do FBI, a rota mais usada atualmente pelos traficantes passa por Colômbia, Venezuela e Brasil, por avião ou barco, antes de seguir para a África Ocidental. De lá, a droga segue para Portugal e Espanha e então para outros países europeus.

Por acaso de geografia, o Brasil está exatamente no ponto certo para a rota de traficantes, diz Rijock, que antes de trabalhar para o FBI cumpriu pena nos Estados Unidos por fraude organizada e lavagem de dinheiro.

O especialista ensina que os esforços contra a lavagem de dinheiro devem ser concentrados na primeira das três fases do processo de legalização dos recursos de origem criminosa. Nesta primeira fase, chamada de colocação, o dinheiro é destinado a bancos em paraísos fiscais. A seguir vem a fase das camadas, quando a verba é movimentada por diversas contas para ocultar a origem criminosa. Depois vem a integração do dinheiro à economia formal, quando é quase impossível determinar a origem criminosa dos recursos.

O Brasil precisa aumentar a vigilância em todos os vôos comerciais e em navios, em tudo que possa parecer legítimo no transporte entre leste e oeste, frisa Rijock, que participou hoje do IV Fórum Nacional de Prevenção a Crimes Econômicos, no Rio de Janeiro.

O consultor voltou a afirmar que a ligação entre o presidente venezuelano Hugo Chávez e as Farc são mais antigas do que o suposto empréstimo de US$ 300 milhões para a guerrilha que teria sido feito pelo governo de Caracas. Segundo Rijock, na década de 90 as Farc deram 100 milhões de pesos para Chávez quando o então oficial do exército venezuelano estava preso, devido a uma tentativa frustrada de golpe de estado.

Rijock afirmou que no computador do líder guerrilheiro Raúl Reyes, morto por um ataque do exército colombiano no fim de semana, foram encontradas evidências de um empréstimo de US$ 300 milhões vindos da Venezuela.

Gostaria muito de saber quais foram os bancos e banqueiros que pegaram o dinheiro, porque um pagamento às Farc é um pagamento ao terrorismo e uma violação muito grave às leis dos Estados Unidos, advertiu.

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