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03/03/2008 - Gazeta do Povo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

MP oferece denúncia contra donos da Emily Car por estelionato e formação de quadrilha

Por: Karlos Kohlbach


O Ministério Público do Paraná (MP-PR) ofereceu denúncia à Justiça contra os donos da revendedora de carros de Curitiba, Emily Car, pelos crimes de formação de quadrilha e estelionato. Emília e Luiz Carlos Budnievski, donos da loja, e Bráz Alves Correia, acusado de arquitetar o golpe, prestaram depoimento na tarde desta segunda-feira (3) à delegada Selma Braga - do 2º Distrito de Polícia Civil. O trio estava foragido da Justiça e se entregaram na semana passada.

O trio negou que tenha aplicado um golpe de mais de R$ 1 milhão contra os clientes da Emily Car. Pelo contrário. Emília disse em depoimento que teve um prejuízo de mais de R$ 100 mil com cheque sem fundos e promissórias que os clientes deixaram de pagar. Os três pouco disseram à delegada, negaram as acusações e tentaram transparecer que a empresa funcionava de forma regular e que tudo não passou de um problema de administração. Sobre as acusações de crime de estelionato e o fechamento das duas lojas, Bráz culpou a cobertura da imprensa no caso.

Bráz é apontado pela polícia como o mentor intelectual do golpe que lesou mais de 100 pessoas, mas no depoimento tentou mostrar-se como apenas um funcionário da empresa - sem qualquer poder de decisão. Entretanto, pela investigação da polícia, ele participava ativamente da administração das revendedoras. "Testemunhas afirmam que negociaram a venda e compra dos veículos diretamente com o Bráz. E que nenhuma venda era feita sem o aval dele", disse a delegada.

Em depoimento, Bráz se defendeu e afirmou que era apenas "responsável pela parte de propaganda e marketing da loja Emily Car", disse à delegada, citando que recebia mensalmente R$ 1.600 pelo serviço. Quanto a parte administrativa, alegou que "dava a Emília um pequeno auxílio na parte de vendas".

"Irmão de Emília contribuiu para inquérito"

Para a delegada, o depoimento de Luiz Carlos Budnievski foi o que mais contribuiu para o andamento do inquérito. Luiz contou que a irmã, Emília, era "quem fazia os pagamentos de veículos financiados" e que a ele era "responsável pelos contratos e que dava preferência ao Banco Itaú tendo em vista a agilidade de aprovação e pagamento". Contou ainda que ficava com os documentos e com os contratos dos clientes até que fosse efetuado o pagamento ou quitação dos mesmos. Luiz Carlos disse à delegada que o agendamento dos pagamentos acontecia nos dias 15 e 30 - mediante autorização de Emília.

Os três acusados contaram ainda desconhecer qualquer irregularidade cometida pelos operadores de financeiras que trabalhavam nas duas revendedoras. "O que chamou a atenção foi a Emília se responsabilizar por toda a administração das lojas - o que os próprios vendedores disseram o contrário", avaliou Selma. "Mas era previsível que eles negassem os crimes", completou.

Emília tenta inocentar namorado

No depoimento, Emília afirmou que os 34 carros que estão no nome dela foram comprados para uso pessoal. "É muito carro para uma pessoa só", considerou a delegada. Sobre os problemas como a falta de documentação, Emília contou à polícia que o atraso só aconteceu depois que ela teve de se ausentar por problemas de saúde - em maio de 2007. Ela adotou a postura de inocentar o namorado (Bráz) - que "teria lhe dado mais apoio moral do que empresarial".

O golpe começava quando a pessoa deixava o carro na Emily Car para ser vendido, grande parte já financiada. Conforme a polícia, a empresa vendia os veículos e, ao invés de quitar o financiamento com o antigo proprietário, embolsava o dinheiro. O novo dono do carro recebia apenas o documento de circulação e nunca o de transferência. Mais de 100 pessoas se apresentaram como vítimas.

Os advogados que defendem Emília, Luiz Carlos e Bráz pediram para não ter os nomes divulgados. Um deles disse, por telefone, que não queria comentar o caso, mas afirmou que o trio é inocente e que não "há subsídio para falar em golpe". O advogado confirmou que o MP-PR ofereceu denúncia contra os três clientes e agora aguarda a apreciação da Justiça de um pedido de revogação provisória em favor do trio.

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