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02/03/2008 - Portal Terra / O Dia Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Alerj: 10% dos deputados estão envolvidos em fraudes


A Delegacia de Defraudações já identificou sete deputados suspeitos de fraudes nas nomeações fantasmas na Assembléia Legislativa do Rio. Isso representa 10% do total dos 70 deputados eleitos na Alerj. O número de pessoas que tiveram seus documentos usados pela quadrilha já chegou a 13, sendo quatro as que acionaram a polícia e outras nove descobertas por O Dia.

De acordo com as investigações, o golpe começou em Guapimirim, em janeiro de 2007. Quatro pessoas que se diziam ligadas à deputada Renata do Posto (PTB) - identificadas como Bira, Rogério, Leonardo Bolinha e Daniela - buscaram pessoas humildes para oferecer participação em programa de transferência de renda do governo federal.

As três primeiras vítimas identificadas - cujos nomes foram usados em empréstimos de até R$ 20 mil - passaram pelos gabinetes dos deputados Edino Fonseca (PR), João Peixoto (PSDC) e Álvaro Lins (PMDB). O então corregedor da Alerj, deputado Délio Leal (PMDB), confirmou que uma das fantasmas chegou a ter o ato de nomeação em seu gabinete publicado. O parlamentar disse que determinou o cancelamento da falsa contratação dias depois, mas renunciou ao posto de corregedor.

Todos esses cinco deputados já são alvo de procedimentos abertos quarta-feira no Conselho de Ética e no Ministério Público Estadual.

Idealizador do esquema

Quarta-feira, O Dia mostrou o nome do funcionário apontado como idealizador do esquema na Alerj: o então diretor do Departamento de Documentos Parlamentares, Renato Sivuca Ferreira, o Sivuquinha - filho do ex-deputado estadual José Guilherme Godinho, o Sivuca. Ele pediu exoneração no dia seguinte.

No Conselho de Ética, o número de suspeitos aumentou depois que levantamento feito por O Dia mostrou a participação de integrante do próprio conselho nas contratações fraudulentas. Membro suplente do órgão, Tucalo Dias (PSC) nomeou seis fantasmas em seu gabinete no fim de janeiro e as exonerou dias depois. Segundo sua assessoria de imprensa, 403MATERIAnenhum salário ou benefício chegou a ser pago.

As investigações fizeram com que os aliciadores começassem a ameaçar suas vítimas - conforme O Dia mostrou ontem. Novo levantamento feito pela reportagem revelou que a deputada Jane Cozzolino (PTC) também tinha três funcionárias fantasmas lotadas em seu gabinete na Alerj.

Ameaças depois de trocar a senha

Identificada ontem em O Dia como uma das vítimas do esquema de nomeações fantasmas no gabinete da deputada Jane Cozzolino (PTC) na Alerj, Patrícia Neves Rezende, 29 anos, contou que foi ameaçada pelos aliciadores quando decidiu pedir novo cartão e senha no banco onde os fraudadores a levaram para abrir conta, em Magé.

Mãe de cinco filhos, com idades entre 2 e 13 anos, Patrícia explicou que ficou com medo de perder os R$ 350 que recebia todo mês, depois que o Ministério Público Estadual realizou a Operação Uniforme Fantasma, que revelou irregularidades cometidas na Prefeitura de Magé.

Os aliciadores haviam lhe explicado que seu benefício era pago pelo município, e a prisão dos gestores municipais fez com que Patrícia temesse que o pagamento fosse interrompido.

Dias depois de trocar de cartão e de senha, ela recebeu a visita dos aliciadores, que, revoltados, tentaram lhe tomar o novo cartão. Como se recusou a entregar, eles a ameaçaram antes de ir embora, dizendo que não deveria agir assim.

Patrícia mora de favor na casa de amigos no distrito de Mauá e é casada com um idoso, que vive de biscates.

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