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02/03/2008 - Jornal de Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Bancária-catequista acusada de desviar 10 milhões em poupanças

Por: Nuno Miguel Maia


Uma gestora bancária de Gondomar e um empresário seu amigo íntimo foram acusados pelo Ministério Público (MP) de ter burlado o Banco Português do Atlântico (hoje Millennium-BCP) e perto de 100 clientes. O desfalque chegou aos 10 milhões de euros. Enganados no esquema foram vários industriais, emigrantes e reformados, que conheciam e confiavam na funcionária do banco por aquela estar ligada à igreja de Valbom, em que até era catequista.

Estes dois arguidos, a que se junta um terceiro, sócio do empresário, vão responder por um crime de burla qualificada, um crime de abuso de confiança e um crime de conversão, transferência e dissimulação de bens e produtos. Tudo ilícitos praticados sob a forma continuada. A bancária-catequista e o empresário foram detidos em 2003 pela Polícia Judiciária do Porto e chegaram a estar, respectivamente, em prisão domiciliária e prisão preventiva.

O estratagema que deu origem ao escândalo tem contornos curiosos. A ex-funcionária do banco, hoje com 53 anos, terá usado a confiança que as pessoas nela depositavam para captar clientes e respectivas poupanças - em alguns casos de toda uma vida.

Já nas instalações do banco, convencia-os a investir em aplicações a prazo, sem risco, que dariam rendimentos acima da média do mercado. Uma promessa, quase ao jeito de Dona Branca, que atraiu mais investidores, inclusive de outras agências e bancos concorrentes. Como comprovativo dos depósitos, entregava às pessoas talões com o carimbo do, na altura, Banco Atlântico.

Só que, ao contrário do que pensavam os clientes, o dinheiro - e verbas provenientes de cheques - não era aplicado em quaisquer produtos do banco, tendo como destino contas em nome de um empresário, hoje com 44 anos, de quem a catequista seria amiga íntima. Este era dono de uma firma de comércio e representação de produtos farmacêuticos, sedeada na zona industrial de Gondomar.

Além de, presumivelmente, ter servido para o desenvolvimento do negócio, o dinheiro obtido com o esquema também terá estado na base de várias aquisições de bens, e mesmo doações beneméritas para com instituições, que constituíram sinais exteriores de riqueza difíceis de justificar unicamente pelos rendimentos do trabalho dos visados.

A fraude só seria descoberta quando os prazos dos depósitos começaram a expirar. Os clientes dirigiram-se ao banco e ficaram a perceber que, afinal, não havia dinheiro. As queixas avolumaram-se e o escândalo rebentou. Os dois principais envolvidos foram detidos pela PJ em Fevereiro de 2003. Foram soltos entretanto, por ter expirado o prazo máximo da medida de coacção.

Os três acusados pelo Ministério Público de Gondomar podem agora requerer abertura de instrução, para tentar evitar a ida imediata a julgamento.

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