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26/02/2008 - O Estado de Minas Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Ministério Público denuncia sete por fraude contra o INSS em Valadares

Por: Elaine Pereira


Sete pessoas acusadas de integrar uma quadrilha especializada em crimes contra a Previdência Social no município de Governador Valadares foram denunciadas nesta segunda-feira pelo Ministério Público Federal. Depoimentos tomados no curso da investigação apontaram que os acusados lucravam cerca de cinco mil reais por cada benefício fraudado.

De acordo com a denúncia divulgada hoje, os médicos Milson de Paula Brige e Altair de Paula Vargas, bem como os despachantes Juarez Pereira dos Santos, Genésio Reis de Souza, Jessi Fernandes Morini, José Alves de Souza e José Valúcio dos Santos Sales são acusados dos crimes de estelionato, corrupção passiva e formação de quadrilha, cujas penas máximas, somadas, podem chegar a mais de 20 anos de prisão.

Depois de receber a denúncia, o judiciário deve instaurar a ação penal para que todos sejam processados. Dois deles, Milson de Paula Brige e José Alves de Souza, foram condenados no ano passado pelo Tribunal do Júri Federal a 16 e 18 anos de prisão, respectivamente, em razão do assassinato da médica-perita do INSS Maria Cristina Felipe. (leia matéria do Estado de Minas sobre o caso - formato PDF)

Todos eles estão detidos na cadeia pública de Governador Valadares, à exceção de Milson Souza, que cumpre pena em regime domiciliar, e de José Valúcio e Juarez, foragidos desde o dia 25 de janeiro.

Operação

As prisões foram efetuadas no dia 25 de janeiro deste ano, com a operação Hemostasia - uma referência ao estancamento da sangria do dinheiro público - da Polícia Federal e do INSS. Foram cumpridos sete mandados de prisão e 27 de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara da Justiça Federal em Valadares. O material apreendido acabou revelando um esquema bem mais complexo do que se imaginava a princípio.

A acusação do MPF originou-se das mesmas fraudes que motivaram o assassinato de Maria Cristina. As investigações tiveram início em julho de 2006, quando a Gerência Executiva da Previdência Social em Valadares encaminhou à Polícia Federal notícia de que algumas pessoas estariam aliciando segurados, muitos deles na porta da própria agência do INSS, oferecendo-lhes facilidades para a concessão de benefícios previdenciários. O esquema teria a participação de médicos-peritos e servidores administrativos da própria autarquia.

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