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25/02/2008 - Infonet Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia Federal desmonta esquema de tráfico de medicamentos

Por: Ben-Hur Correia e Carla Sousa


Um médico, uma farmacêutica e uma funcionária da farmácia do Hospital de Urgência João Alves (Huse) foram presos na manhã desta segunda-feira, 25, pela Polícia Federal, em Aracaju, durante a operação ‘Desvio Químico’. Eles são acusados de envolvimento num esquema de venda ilegal de medicamentos controlados. Os três membros da organização atuavam desviando medicamentos do hospital público e revendendo a viciados. As drogas também eram conseguidas através de receituários falsos e comprados em farmácias.

Os medicamentos Dormonid e Dolosal, usados no esquema, têm em sua composição morfina, que provoca alta dependência. Ambos eram vendidos a viciados através de terceiros que conseguiam com farmácias ou com a funcionária do Huse. Aproximadamente 15 pessoas estão envolvidas no crime, caracterizado como venda de entorpecentes.

A organização estava montada através de um esquema que envolvia médicos, farmacêuticos e funcionários de farmácias. Os médicos passavam os receituários falsos aos revendedores das drogas, que obtinham esses medicamento nas farmácias ao preço normal com a ajuda dos funcionários. A droga era revendida com margem de lucro de 400%.

No caso da farmácia do Huse, as drogas eram desviadas através da funcionária da farmácia, que repassava aos revendedores. Nesse caso, ela obtinha lucro total com a venda dos medicamentos.

Ao todo, sete farmácias foram vistoriadas na operação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Duas foram lacradas, sendo uma farmácia de manipulação que revendia os medicamentos controlados sem autorização e uma farmácia que estava com a licença de funcionamento vencida.

Investigação

As investigações começaram a partir da denúncia de familiares de um dos dependentes e durou cerca de três meses. Além de Aracaju, foram investigadas uma farmácia em Lagarto e um funcionário de um hospital no interior da Bahia. Foram apreendidos receituários e medicamentos na operação.

“Um dos aspectos que chama a atenção nesse crime é que a maioria dos envolvidos é de classe média”, afirmou o superintendente da Polícia Federal em Sergipe, Rogério Cota. De acordo com ele, os medicamentos traficados tinham um alto poder de dependência. Em um dos casos acompanhados pela PF, o dependente se mantinha drogado ininterruptamente. A Polícia Federal irá ouvir os outros envolvidos no esquema para dar prosseguimento ao caso.

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