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25/02/2008 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PF prende 17 suspeitos de aplicar golpes em investidores

Por: Silvia Ribeiro


A Polícia Federal informou que, até as 16h30 desta segunda-feira (25), foram presos pelo menos 17 suspeitos de envolvimento com um esquema que lesava investidores do mercado financeiro. A Operação Pirita ocorre em São Paulo, no Rio Grande do Sul e nos Estados Unidos.

Segundo a PF, o objetivo é desmontar uma organização criminosa transnacional que aplicava golpes em investidores do mercado financeiro (pessoas físicas e jurídicas) de vários países, principalmente Inglaterra, Espanha, Austrália, EUA e alguns países da Ásia. Segundo autoridades dos EUA, o grupo atuaria há cinco anos, sendo três no Brasil. A PF estima que a organização tenha obtido lucro acima de US$ 50 milhões.

A PF informou que a maior parte dos detidos é composta por brasileiros. Quinze das prisões ocorreram no estado de São Paulo e as outras duas, em Miami, nos Estados Unidos. De acordo com a PF, os três chefes da organização criminosa, sediada em São Paulo, não são brasileiros. Entretanto, um deles foi preso nesta segunda-feira (25) no estado. Os outros dois ainda estão foragidos.

Foram apreendidos até as 16h30 R$ 654,95 mil, US$ 106,59 mil, 4,5 mil euros e 9.300 dólares canadenses - total equivalente a cerca de R$ 850 mil - , além de 17 veículos, entre carros e motos de luxo, 17 armas e uma grande quantidade de documentos e computadores.

A operação ocorre em conjunto com autoridades norte-americanas. São cumpridos 27 mandados de prisão temporária, três de prisão preventiva e 35 ordens de busca e apreensão. Segundo informou a PF, a organização criminosa usava alta tecnologia para forjar sites de falsas empresas de fusões e aquisições, agências reguladoras norte-americanas e asiáticas e diversos contratos e documentos com o objetivo de enganar estrangeiros possuidores de ações com baixa liquidez.

Estelionato e lavagem de dinheiro

Ao explicar o esquema, a PF informou que, a partir de um “boiler room” (escritório especializado nesse tipo de fraude) situado em São Paulo - não foi informado o local exato onde funcionava o escritório -, e recentemente transferido para Buenos Aires, operadores de telemarketing de diversas nacionalidades, que se passavam por intermediadores, ofereciam condições irrecusáveis para compra dessas ações.

“Eles tinham a lista dos investidores e as ações podres (de baixo valor no mercado) que eles possuíam. Estamos investigando as origens dessa lista”, afirmou Karina Murakami Souza, delegada da Polícia Federal que coordenou as investigações. O golpe não foi aplicado em investidores brasileiros, apenas em estrangeiros. “Eles lucravam com a taxa e a comissão pagas por esses investidores (aos supostos corretores de ações). Eles iam enrolando a vítima, é um golpe clássico de estelionato.”

Para concretizar o negócio, era exigido o depósito antecipado de taxas de corretagem e impostos, com a promessa de restituição do dinheiro. Esses recursos, diz a PF, eram transferidos pelos clientes para contas abertas nos EUA pelo núcleo da organização responsável pela movimentação financeira dos ativos.

Com o dinheiro depositado nessas contas, eram feitas transferências para diversas outras contas, de forma sucessiva, com o intuito de apagar o rastro da origem dos recursos. Por fim, o dinheiro chegava às contas dos integrantes da organização em vários lugares do mundo, inclusive no Brasil, por meio de ação de doleiros.

A PF informou que os doleiros que auxiliavam a organização a movimentar os valores e trazê-los ao Brasil estão na lista das prisões temporárias, ao lado de empresários e pessoas físicas que agiam na lavagem do dinheiro das vítimas. De acordo com a Securities and Exchange Commission, órgão norte-americano semelhante à Comissão de Valores Mobiliários brasileira, esse tipo de fraude é líder em reclamações perante o órgão regulatório.

Os principais crimes cometidos pela quadrilha são estelionato, evasão de divisas e operação de instituição financeira sem a competente autorização, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Somadas, as penas podem chegar a 33 anos de prisão. As investigações começaram no início de 2007, a partir de grampos telefônicos autorizados pela Justiça.

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