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24/02/2008 - O Imparcial Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Mais de 50% dos furtos na DFRV são fraudes

Por: Douglas Cunha e Sheily Noleto


Furtos e roubos de carros na capital tornaram-se constantes, mas a boa notícia é que eles logo são recuperados. A situação deixa São Luís de fora da área de risco pelas seguradoras e faz com que, em tese, os preços dos seguros sejam menores em relação às grandes cidades do país. Além disso, de todos os registros feitos na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV), mais da metade é fraudulenta.
O delegado Marco Antonio Fonseca, da DFRV, explicou o fato exemplificando: três motocicletas e um carro são furtados durante a noite e na manhã seguinte eles foram recuperados. “Em São Luís, os veículos são furtados ou roubados para serem usados na prática de outros delitos, e em seguida, abandonados. Em algum caso são furtados acessórios, em outros nada é retirado do carro ou motocicleta”, assegura.
Ano passado foram registrados na DFRV, 264 roubos de carros e, destas denúncias, 52% eram falsas, feitas por pessoas que compraram os carros, não pagaram, venderam e registraram ocorrência de furto ou roubo. Desses, a polícia conseguiu recuperar 120. Em 2007, foram furtados 214 carros com os mesmos índices de falsas denúncias, e recuperados 178. O delegado Marco Antonio festeja, afirmando que, considerando as falsas denúncias, conseguiu recuperar 88% dos carros furtados ou roubados em São Luís. Apesar das supostas fraudes, o registro ano passado foi maior que o de 2006, onde a delegacia registrou 176 casos de veículos furtados e outros 205 roubados.
Apesar de parecerem sinônimos, roubos e furtos são crimes bem diferentes. Para o Código Penal, o roubo acontece “mediante grave ameaça ou violência a pessoa”, quase sempre a mão armada. O furto, por sua vez, ocorre sem ação violenta - ou seja, na ausência do dono. Segundo a Secretaria Nacional de Segurança Pública, de cada dez ocorrências registradas em 2005, quatro eram de roubo e seis de furto.

FRAUDE

Por isso, ele não considera a capital como área de risco (apesar de ter uma frota de 71 mil unidades rodando) para furtos e roubos de veículos. Quem faz uma denúncia falsa de roubo ou furto, acaba sendo indiciadas na justiça pelo crime. A fraude normalmente acontece assim: alguém compra um veículo novo, paga a primeira parcela e, sem condições de quitar o restante declara o carro como roubado para tentar reaver o veículo ou as parcelas já quitadas. Em outras circunstâncias, os proprietários chegam a passar o carro para outro comprador, mas como não podem alterar o registro de propriedade do veículo enquanto a dívida não for quitada, eles registram o roubo do carro na tentativa de reavê-lo para entregar ao banco.

Pouca preocupação nos contratos com seguros

O golpe é ratificado pela operadora de seguros, Joana Serrão. Ela garantiu que, embora São Luís possua uma grande frota de carros novos, a preocupação com a contratação de um seguro imediato ainda é pequena. “Aqui, as pessoas não temem terem os carros levados por ladrões. Este fato não acontece em outras capitais, onde os carros quando saem das concessionárias, já estão segurados. Isto faz com que os seguros sejam oferecidos a preços relativamente mais baixos em relação a outras cidades que apresentam um número maior de roubos”, afirma.
Para calcular o valor do seguro a empresa pede um vasto leque de informações. Entre elas, dados do veículo, da região de tráfego, das características de uso do veículo, seus condutores e sua proteção. Quanto ao carro em si, a seguradora verifica se ele está incluído entre os mais preferidos dos ladrões. Geralmente, os modelos mais caros, os mais vendidos e os esportivos são os mais visados pelos bandidos.
Outros pontos importantes são as peças de reposição, se são encontradas com facilidade e o preço. Quanto mais caro o veículo, mais caro é o seguro. Também é verificado o preço de revenda, para checar se, em caso de recuperação do veículo, existem grandes possibilidades de compensar o valor pago por ele pela seguradora.

CONDUTORAS

O perfil do condutor é um fator importante nesse cálculo. Nesse quesito, as mulheres levam vantagem, são as mais beneficiadas. Quanto mais idade, menor será o valor cobrado pela seguradora. Realidade totalmente contrária para os jovens motoristas de até 25 anos. A inexperiência aumenta o risco de acidentes. E se o proprietário vive em um local que registra muitos casos de roubos ou furto de carro, o preço também será alterado para cima.
Entre as vantagens de um carro coberto pelo seguro estão a cobertura básica em casos de incêndio, colisão, roubo/furto, danos materiais e/ou corporais causados por terceiros, a cobertura adicional de acidentes pessoais de passageiros e a garantia da indenização no valor do carro por 180 ou 365 dias, além de danos morais. Carro reserva e assistência técnica dia e noite também estão entre as vantagens. Mas é recomendado uma pesquisa prévia em relação ao preço do seguro, valor que varia de acordo com a região, o modelo e a própria seguradora. Um ponto negativo é que apesar de pagar o seguro todo o ano, em alguns casos, a seguradora ainda cobra franquia quando seguro é acionado.

Seguros aumentaram

Na contramão da área de risco e do baixo índice de carros segurados em São Luís, no Brasil todo o preço de ter um veículo segurado ficou 35,88% mais caro nos últimos quatro anos. Dados da Superintendência de Seguros Privados, ligado ao Ministério da Fazenda (Susep) demonstram que desde 2004, o reajuste desse tipo de serviço ampliou em 7,22% a margem de lucro dessas empresas. Apesar de em 2007 ter acontecido uma leve retração (ver tabela), o acumulado chegou perto dos 40%, taxa acima do IPCA do período, que alcançou 21,16%, um aumento quase 70% maior que a inflação do período.
O levantamento mostrou também que em 2006, quase 60% da frota do Brasil estava segurada, cerca de 14 milhões dos mais de 24 mil veículos registrados no país. Número 61% maior que em 2003. Nessa tendência, o mercado de seguros de automóveis cresceu 6% no período, ou seja, em 2007, estima-se que aproximadamente 58,64% dos automóveis estavam no seguro.
O mercado de seguros de automóveis movimentou aproximadamente quase 15 bilhões, até outubro do ano passado. O que possibilita uma estimativa de R$ 17,3 bilhões em prêmios de seguros de veículos, quase um bilhão a mais que em 2006. O que indica uma elevação no volume de prêmios e de um maior número de apólices vendidas. Outro dado importante é que no Brasil, em média, 6,3% dos veículos segurados são roubados, enquanto 12% se envolvem em colisões.

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