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23/02/2008 - Diário do Nordeste Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

IPPS: golpes bancam mortes

Por: Fernando Ribeiro


De dentro da maior penitenciária do Estado do Ceará, o Instituto Penal Paulo Sarasate (IPPS), em Aquiraz; e do Instituto Presídio Professor Olavo Oliveira II (IPPOO II), em Itaitinga, criminosos faturam até R$ 10 mil por dia aplicando golpes através de telefones celulares, especialmente seqüestros virtuais (extorsão) e falsos sorteios de prêmios como automóveis, casas e aparelhos eletroeletrônicos.

A informação veio à tona quando a Polícia Civil, através de seu Departamento de Polícia Especializada (DPE), aprofundou as investigações sobre o ‘consórcio da morte’, uma trama articulada por detentos dos dois presídios da Região Metropolitana de Fortaleza com o objetivo de assassinar agentes penitenciários e policiais e inimigos, por vingança.

Já estão identificados pelo menos quatro dos implicados nas tramas criminosas planejadas dentro das cadeias e executadas fora dali.

Os quatro homens foram ouvidos no DPE e negaram tudo. São bandidos de alta periculosidade, condenados por crimes de assaltos de grandes proporções (contra bancos, carros-fortes, grandes empresas), seqüestros e latrocínios (roubo seguido de morte), bem como, assassinatos de policiais militares e civis.

Os acusados são: Alexandre de Sousa Ribeiro, o ‘Alex Gardenal’ (assaltante e seqüestrador), Jean Maia da Costa, o ‘Jean Gordo’ (líder de um grupo de seqüestradores); Daniel Benício Meneses da Silva, paulista, o ‘Niel’ (assaltante de carros-fortes e bancos); e Jean Carlos Moura dos Santos (assaltante de bancos).

Dinheiro

As investigações da Polícia Civil revelam que os quatro bandidos comandam numerosas quadrilhas de detentos. Estima-se que, dentro do IPPS, distribuídos em seus três pavilhões (P-6, P-7 e P-8) e na ala de segurança máxima, conhecida como ‘Selva de Pedra’, os criminosos utilizem 50 aparelhos celulares para aplicar seus golpes. O dinheiro arrecadado pelos criminosos e depositado em conta de ‘laranjas’ (geralmente, mulheres dos bandidos) é rateado, cabendo, porém, aos chefes dos bandos a maior porcentagem. Parte desse dinheiro estaria sendo utilizada para bancar o ‘consórcio da morte’, isto é, bandidos que estão livres são pagos para eliminar as vítimas.

Foi assim que aconteceu, por exemplo, no assassinato do agente penitenciário Francisco Cléber Nobre da Silva, 30, morto por pistoleiros na tarde de 11 de novembro do ano passado, no bairro Monte Castelo.

A morte do agente seria uma represália dos chefes de quadrilha pelo trabalho que ele vinha realizando no IPPS, desarticulando planos de fugas e apreendendo celulares e drogas em poder dos presos.

A forma como o agente Cléber vinha atuando dentro do IPPS passou a incomodar os ‘cabeças’ das quadrilhas e sua morte, então, foi decretada.

Cléber seguia para casa depois de mais um plantão no ‘Paulo Sarasate’, quando foi surpreendido pelos pistoleiros, em uma motocicleta, na Rua Antonina do Norte. O agente foi abordado e morto com vários tiros de pistola calibre nove milímetros.

Apreensões

Diante do covarde assassinato do agente prisional, as autoridades policiais e do sistema prisional decidiram aprofundar as investigações e, ao mesmo tempo, tornar mais rigorosas as revistas dentro dos presídios. Enquanto a Polícia Civil iniciava o inquérito para identificar os autores materiais (executores) e intelectuais (mandantes) da morte de Cléber, no IPPS e no IPPOO II tornaram-se rotineiras as apreensões de celulares, armas e drogas, numa forma de desmantelar o poderio dos grupos criminosos.

O trabalho de investigação está sob o comando do delegado Jairo Pequeno, diretor do DPE, que deve concluir o inquérito em poucos dias.

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