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22/02/2008 - INFO Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

UE vai reprimir falsificação de PCs


BRUXELAS - Importantes funcionários do governo dos Estados Unidos e da União Européia anunciaram que tomarão medidas para reprimir a falsificação de componentes de computador.

Isto ocorre depois que apreenderam 360 mil itens falsificados em apenas duas semanas, em uma operação conjunta no final do ano passado.

Circuitos integrados e componentes de computadores de mais de 40 marcas registradas, entre as quais Intel, Cisco e Philips, em valor superior a 1,3 bilhão de dólares, foram apreendidos durante a operação, disseram os funcionários.

"Os traficantes e falsários se tornaram muito mais sofisticados. Não se limitam mais a traficar alguns dos produtos que vendiam tradicionalmente, como calçados e bolsas", disse Dan Baldwin, comissário assistente da Alfândega e Proteção de Fronteira norte-americana.

"Há número crescente desses criminosos que operam com bens de alta tecnologia, produtos que têm impacto sobre elementos críticos de nossa infra-estrutura", disse Baldwin a repórteres depois de conversar com colegas que exercem funções semelhantes na União Européia, em Bruxelas.

Os circuitos integrados são usados em ampla variedade de produtos, entre os quais computadores, aviões, carros e aparelhos de telecomunicações.

Funcionários dos EUA e da União Européia afirmaram que as autoridades de ambos os lados do Atlântico trabalharão com importadores para determinar como as falsificações chegaram a seus mercados, lançarão investigações criminais e debaterão o assunto com a China, a origem da maior parte dos produtos falsificados.

"Identificamos um problema bastante significativo, o que representa um risco considerável para nossa infra-estrutura crítica", disse Baldwin. "Haverá uma investigação criminal."

Os funcionários não tinham como informar, a essa altura, se os importadores sabiam que estavam negociando com produtos falsificados, e se o problema vinha de algumas poucas fábricas ou era mais generalizado.

John Pulford, funcionário da Comissão Européia responsável por avaliação de risco alfandegário, disse que alguns produtos falsificados vinham de Taiwan e Hong Kong, e que a maioria deles chegava por via aérea, transportados por couriers.

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