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22/02/2008 - B2B Magazine Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

O paraíso da fraude bancária


O cibercrime fez do Brasil uma vitrine internacional quando o assunto é fraude de contas bancárias. Com a maioria dos brasileiros realizando operações bancárias online, os criminosos virtuais lançam mão de esquemas sofisticados de engenharia social para ludibriar os usuários, levando-os a fornecer informações pessoais.

As constatações são parte de um relatório divulgado hoje pela McAfee, que mostra como os cibercriminosos estão cada vez mais criando ataques em vários idiomas e aproveitando a popularidade de aplicações locais para aumentar seus lucros.

O relatório cita a estimativa da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) de R$ 300 milhões em perdas por conta de fraudes virtuais, apenas em 2005. De acordo com a empresa, os criadores de malwares direcionados a clientes bancários brasileiros adptam rapidamente Trojans de roubos de senhas, acompanhando as mudanças dos websites dos bancos.

Ataques localizados

"Não se trata mais de malware para as massas", afirma Jeff Green, vice-presidente sênior do McAfee Avert Labs. "Os bandidos virtuais se tornaram extremamente hábeis no aprendizado de nuances regionais e na criação de malwares específicos para cada país. Suas habilidades não se restringem apenas à programação de computadores — eles também são bons em psicologia e lingüística".

O McAfee Avert Labs examinou tendências globais de malware em seu terceiro relatório Sage, intitulado "One Internet, May Worlds". O relatório é baseado em dados compilados por especialistas internacionais em segurança da McAfee e analisa a globalização de ameaças e as peculiaridades de diferentes países e regiões. O documento detalha as seguintes tendências e conclusões:

Autores de malware sofisticado aumentaram ataques específicos para países, idiomas, empresas e aplicações
Os cibercriminosos estão cada vez mais sintonizados às diferenças culturais, e criam seus ataques de engenharia social de acordo com essas diferenças
Os círculos do submundo cibernético recrutam seus criadores de malware em países com altas taxas de desemprego e bons níveis de educação, como Rússia e China
Os bandidos virtuais se aproveitam de países onde há leis mais relaxadas
No mundo todo, os autores de malware estão explorando a natureza viral da Web 2.0 e das redes peer-to-peer
Mais do que nunca, as ameaças são direcionadas para aplicações populares localmente

"O malware se tornou mais regional nos últimos anos", acredita Green. "Essa tendência evidencia ainda mais o fato de que os ciberataques de hoje são direcionados e determinados por motivos financeiros, em vez da glória e notoriedade do cibergrafite e dos worms que se espalhavam rapidamente".

Tendências geográficas

Há ameaças específicas para praticamente todo país com alguma penetração de internet. Isso acaba criando um problema nos Estados Unidos, para onde todas as ameaças convergem. O país, que já foi a base de lançamento de todo o malware, é hoje receptáculo de software malicioso encontrado em todas as partes do mundo. Apesar do país contar com leis contra o cibercrime, a ausência de leis internacionais sobre o assunto e as diferenças em tratados de extradição tornam difícil processar os criminosos além das fronteiras.

A Europa foi, por muito tempo, uma região difícil para o crime virtual. Isso porque os 23 idiomas diferentes falados apenas na União Européia formavam um obstáculo: consumidores nos países que não falam inglês simplesmente apagavam qualquer mensagem em inglês. Para contornar essa barreira, s criadores de malware de hoje em dia adaptam o idioma ao domínio de Internet para o qual enviam suas mensagens fraudulentas, enquanto websites mal-intencionados apresentam o malware em um idioma determinado pelo país onde está o alvo. Eventos culturais também são levados em conta. Durante Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, surgiram emails falsos e sites de phishing que buscavam ludibriar os amantes do futebol.

Na China, os ataques são direcionados aos bens adquiridos em games online e mundos virtuais. Com mais de 137 milhões de usuários de computador, um quarto dos quais jogando games online, os autores de software mal-intencionado estão ganhando dinheiro com bens virtuais roubados. A maioria do malware encontrado no país é de Trojans para roubo de senha, projetados para roubar identidades de usuários em games online e credenciais para contas virtuais de dinheiro. A China também se tornou uma fonte de programadores de malware, já que um grande número de bons programadores não encontra trabalho. Tais condições acabam levando esses hackers ao cibercrime, em busca de dinheiro.

No Japão, a grande tendência são ataques direcionados ao Winny, aplicação peer-to-peer muito popular no país. No ambiente corporativo, ciberataques contra o Winny podem expor informações, roubar senhas e apagar arquivos. Ao contrário do que acontece em outros países, os autores de malware japoneses não são motivados por dinheiro — em vez disso, eles buscam expor ou apagar dados importantes. Outro alvo comum no Japão é o processador de texto Ichitaro. Vários ataques direcionados para o Ichitaro se aproveitam de vulnerabilidades não corrigidas para instalar spyware.

Na Rússia, as habilidade técnicas dos profissionais inseridos numa economia que cambaleia faz do país um mercado de hackers bastante ativo. Alguns dos toolkits de ataques mais populares são produzidos na Rússia e vendidos no mercado negro. Essas ferramentas, comginadas com a falta de legislação específica sobre cibercrime, leva especialistas a acreditar que a máfia russa irá entrar para o crime virtual, se é que já não o fez. Apesar de a situação econômica ter levado muitos profissionais russos para o cibercrime, o Avert Labs prevê que, com uma economia mais forte e a criação de leis específicas, haverá uma diminuição no número de softwares mal-intencionados originados no país.

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