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20/02/2008 - Sol Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PSP dá «aula» a idosos e jovens para precaver burlas e roubos


Idosos e jovens de Tomar foram hoje alertados, numa «aula» dada pelo sub-intendente da PSP Lopes Martins, para precaverem e saberem como agir em situações de burla, «conto do vigário» e roubo, mas também em matéria de segurança rodoviária.

Numa iniciativa da Universidade Sénior de Tomar, que contou com o apoio da autarquia, o oficial da PSP ensinou, a uma plateia dividida entre idosos e jovens do Centro de Formação Profissional, «regras de ouro» para prevenirem e saberem como agir caso sejam roubados.

Lopes Martins contou a uma plateia atenta o típico «conto do vigário» do «oito ou oitenta», de que há vários registos em Tomar, do homem «bem vestido e bem falante» que se dirige ao idoso com uma encomenda que se destina ao vizinho, «pessoa de bem» de que dá alguns elementos identificadores.

«A conversa é sempre a mesma, a entrega da encomenda é imprescindível, mas dado o seu valor não podem deixá-la sem que lhes seja entregue um determinado valor. Até chegam a descarregar várias caixas, que depois se descobre estarem vazias», afirmou o oficial.

Lopes Martins aconselhou os idosos a suspeitarem sempre de estranhos que se apresentam como funcionários de empresas conhecidas ou de serviços como a Segurança Social, ou mesmo falsos polícias, recomendando: «em caso de dúvida, liguem à polícia, mesmo que pareça mal».

A PSP de Tomar, que tem a seu cargo as duas freguesias urbanas da cidade, tem especial atenção ao mercado semanal das sextas-feiras, onde os idosos vindos das freguesias rurais são os alvos preferenciais das burlas.

Ao mesmo tempo, é necessário que previnam eventuais furtos às suas residências no período de ausência, disse.

Lopes Martins ensinou regras, como a abertura da porta apenas com o fecho de segurança colocado, a verificação de quem bate à porta através de uma janela com grades ou de um piso superior, a existência na casa de uma «porta de emergência» que abra para fora.

Recomendou ainda que as reparações em casa sejam sempre feitas por alguém conhecido ou empresas devidamente legalizadas e que passem factura e que só sejam contratadas empregadas domésticas de que conheçam referências como a morada e outros locais onde trabalham.

Lopes Martins deixou conselhos como não guardar num único local dinheiro ou jóias e nunca deixar transparecer que vivem sozinhos.

«Uma senhora que viva só deve, de vez em quando, pôr no estendal roupa de homem, mesmo que isso dê azo à calhandrice das vizinhas», disse.
Em ausências prolongadas, o oficial recomendou um aviso prévio à polícia e o pedido a alguém conhecido que passe por casa, acenda as luzes e abra as janelas.

Em caso de assalto, o melhor é ficar quieto e mostrar um dos locais onde tem guardados alguns bens, «porque a vida é o bem mais precioso», mas se se envolver em confronto, então o melhor é bater com um objecto na cabeça do agressor, recomendou.

Lopes Martins referiu ainda as formas correctas de caminhar na rua - de frente para os carros e com a mala do lado de dentro -, para evitar os roubos por esticão, e de levantar dinheiro nas caixas Multibanco.

Aconselhando a adopção de uma «postura defensiva», Lopes Martins pediu que, em caso de assalto, «contem até 10, respirem fundo e mantenham a cabeça fria», para fixar o maior número de detalhes possível que permitam a posterior identificação dos assaltantes.

Desvalorizando pormenores da roupa, o oficial pediu mais atenção a sinais e cicatrizes, à falta de dentes ou dentes, às mãos e unhas, e que formalizem sempre a queixa, frisando que na maior parte dos crimes nem necessitam constituir advogado.

Lopes Martins aproveitou a «aula» de hoje para falar sobre segurança rodoviária, frisando que a PSP de Tomar, apesar das críticas, não vai abrandar a fiscalização.

Segundo disse, o aumento do número de autos levantados - de 1.651 em 2004 para cerca de 5.000 em 2007 - revelou ter relação directa com a diminuição de acidentes com vítimas, sendo Tomar a cidade do distrito que mais baixou o índice de acidentes.

Em 2007 registaram-se 334 acidentes (386 em 2006), com 69 feridos ligeiros (84 em 2006), dois graves (10 em 2006) e um grave (dois em 2006), disse.

Lopes Martins afirmou fazer questão que a população saiba onde é colocada a viatura com radar, identificando os locais privilegiados, como Carvalhos Figueiredo, por ser o ponto em que, quando se registam acidentes, «ou têm mortos ou feridos graves».

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