Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

20/02/2008 - Portugal Diário Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Confessou desvio de verbas da Segurança Social


Uma ex-funcionária da Segurança Social de Leiria suspeita de ter desviado 154 mil euros admitiu esta quarta-feira em tribunal os crimes de que é acusada e prometeu reembolsar o Estado das verbas retiradas, escreve a Lusa.

Na primeira sessão do julgamento, a arguida confessou os crimes de peculato e falsificação de documentos, mas não conseguiu explicar os motivos que a levaram a fazer esses desvios, entre 1998 e 2006.

«Isso é tudo verdade», disse, salientando que o primeiro desvio de dinheiro das verbas do Rendimento Mínimo Garantido (RMG) visou resolver um problema social de uma utente, mas depois, ao aperceber-se de «como era fácil» emitir esses cheques e vales, entrou «num processo de bola de neve» que disse não ter conseguido parar.

Segundo o Ministério Público (MP), a arguida reactivava processos de antigos beneficiários do RMG, transferindo as verbas para a sua morada e de uma filha, sem esta ter conhecimento.

As autoridades apuraram que a arguida terá reiniciado o processo de 18 ex-beneficiários, «alterando dados referentes à composição do agregado familiar» e a morada para onde deviam ser enviadas as prestações.

Na sua inquirição, a arguida, alegou que o sistema informático que geria os processos de RMG «era muito frágil», já que lhe permitia ter acesso directo aos dados dos beneficiários sem ter de prestar contas a qualquer superior.

«Infelizmente fui descoberta muito tarde», depois de emitir 167 vales de correio ou cheques em seu benefício, afirmou a acusada, de 54 anos, e que agora se encontra desempregada.

Apesar disso, a mulher promete pagar as dívidas à Segurança Social, que também interpôs uma acção judicial, tendo já colocado à venda uma casa que possui na praia da Pedra do Ouro, Alcobaça.

Perante a confissão da arguida, o colectivo de juízes dispensou várias testemunhas, agendando já a leitura da sentença do caso para o próximo dia 5 de Março, às 13h45.

Nas alegações finais, entretanto realizadas, o MP pediu a sua condenação numa pena suspensa de prisão até três anos, considerando que a «sociedade nada tem a ganhar com a prisão da arguida».

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 308 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal