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06/06/2006 - Folha Blu / Agência Brasília Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empresários aceitavam esquema para lavar dinheiro. Ações em Santa Catarina


O Ministério Público Federal (MPF) prendeu nesta segunda-feira, dia 5, 24 pessoas em quatro Estados acusadas de aplicar golpes contra empresários desde julho de 2005.

As vítimas aceitavam participar de um esquema para lavagem de dinheiro, mas, na efetivação do negócio, eram roubadas em falsas operações da polícia.

Os falsos "ricos" que se apresentavam dizendo que precisavam trocar moeda nacional em moeda americana mostravam carros importados, salas comerciais em prédios de luxo, mansões e roupas de grife.

"A quadrilha se aproximava do empresário dizendo que teriam facilidades para conseguir empréstimos em linhas de financiamento no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Diziam também que possuíam dinheiro de sobras de campanhas eleitorais e também cédulas de reais desviadas da Casa da Moeda por conivência de funcionários", afirmou Frederico Medeiros, promotor público.

De acordo com Medeiros, as vítimas investiam um capital para a primeira operação, sempre em dólares. Em troca, recebiam 30% da operação da ordem de R$ 1 milhão em 30 a 60 dias.

"Na hora da entrega do dinheiro eram parados em barreiras da polícia. Aconteciam tiroteios e perseguição de bandidos. A vítima não suspeitava em nenhum momento, porque ficava apavorada e achava que teria tido muita sorte de sair daquela situação e sem ser presa. Mas tudo isso não passava de um teatro", explicou o promotor.

Ainda de acordo com Medeiros, ficou comprovada a participação de um policial no Rio Grande do Sul e em Goiás, inclusive com a utilização de viaturas da polícia.

Em um ano de busca, o MPF acompanhou golpes que renderam à quadrilha R$ 13 milhões.

Foram expedidos 28 mandados de prisão e 24 pessoas já foram presas. Na operação em Santa Catarina, São Paulo, Goiás e Rio Grande do Sul foram apreendidos com a quadrilha celulares, computadores, documentos, dólares e carros.

O Ministério Público espera que, a partir de agora o número de casos descobertos aumentem. "Vamos começar a receber comunicação de vítimas que não conhecemos.

Hoje já recebemos uma ligação de um empresário que perdeu US$ 100 mil", esclareceu o promotor.

A investigação começou com uma carta anônima explicando como funcionava o golpe e quem seriam os envolvidos.

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