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19/02/2008 - Gazeta de Ribeirão Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Uso de cartão tem fraudes em RP

Por: DanielleCastro


A venda de créditos de um mesmo cartão-passe nos pontos de ônibus de Ribeirão Preto tem se tornado uma prática comum. Por conta disso, a Transerp (Empresa de Trânsito e Transporte Urbano de Ribeirão Preto) tem bloqueado cartões supeitos (com uso acima do "normal") e criado regras para o uso do passe integral no Centro (o passgeiro tem que usar uma das duas viagens em um bairro para ter o desconto da integração na região central).

"A nossa preocupação é quando fazem uso de integração falsa, vendem o mesmo créditos para pessoas distintas, por isso há um retângulo na área central em que o integrado não funciona, se a pessoa fizer dois embarques ali, vai gastar dois créditos, assim, quem vende não tem o lucro", afirmou Reynaldo Lapate, gerente do transporte coletivo da Transerp.

Lapate acrescentou que o integrado falso traz prejuízo e que poderia provocar aumento na tarifa se não fosse coibido.

A Transerp recomenda que as pessoas evitem usar cartões-passe de outras pessoas para não atrapalhar o embarque e não promover a venda de cartões perdidos ou furtados. "Quem usa pouco, às vezes, leva dias para perceber a perda e pedir o cancelamento, além disso, o cartão é grátis e fácil de carregar, são 51 postos nos bairros, mais o da Transerp e o do Poupatempo", disse Lapate.

De acordo com vendedores ilegais de créditos ouvidos pela reportagem, os cartões usados são comprados com desconto de funcionários que não usam coletivos, mas ganham vale-transporte da empresa. Cada viagem simples (sem integração) custa hoje R$ 2,10 e costuma ser vendidas por R$ 2,00 pelos comerciantes ilegais, que ganham, em média, R$ 0,60 por passageiro.

Para não levantar suspeita e causar o bloqueio, cada cartão é passado, no máximo, seis vezes ao dia. "Nosso trabalho facilita o troco nos ônibus, não causa problema, mas quando era passe, era melhor, porque agora qualquer coisa cancela o cartão e o crédito fica retido, então a pessoa tem que ir com advogado na Transerp liberar", afirmou o vendedor M.

Para o cobrador Aci Andreazzi, a prática ajuda bastante os motoristas que trabalham sozinhos, dirigindo e cobrando. "Quando a pessoa vem com nota grande a fila demora, porque nem sempre tem troco", disse o motorista Boner Souza.

O alvo dos vendedores são os passageiros da cidade que pagam a passagem inteira - estudantes, que pagam meia passagem, tem o cartão identificado por foto, já o de idosos e deficientes, que são isentos, é identificado com o nome do portador.

Segundo dados da Transerp, ano passado, esse segmento representou 39,5% do total de passageiros contra 12,5% de aposentados, 9% de estudantes e 5% de portadores de deficiência. Entre os integrais, o pagamento em dinheiro participou com 20,5%, o bilhete 6,5% e o cartão 12,5%, mas a Transerp calcula que o "hábito de vender na porta" possa mascarar um uso ainda maior de dinheiro na compra da passagem.

A passageira Rosimeire Douradinho, 42, disse que sempre usa dinheiro. "Compro do moço do cartão para ajudar", afirmou ela. Já Roberto Gonçalves, 37, que também prefere pagar com dinheiro, contou que só compra de ambulantes quando não tem cobrador.

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