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05/06/2006 - Jornal Bom Dia Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

BC vê irregularidade e Polícia Civil apura fraude no banco Empresarial

Por: Júlio Cezar Garcia


O Banco Central apurou que o empresário rio-pretense Lécio Anawate Filho teria transferido, irregularmente, bens de uma de suas empresas para outra, instalada no Uruguai, com suspeita de evasão fiscal.

Anawate Filho, que morreu no Natal do ano passado, era dono do banco Empresarial, instituição que teve falência decretada pelo juiz Antônio Roberto Adolfato de Sousa, da 3ª Vara Cível de Rio Preto, em maio de 2002 e não poderia se desfazer dos bens.

O BC constatou ainda que o empresário transferiu ações de sua empresa para o filho, no valor estimado em R$ 1 milhão. O advogado que dá consultoria à massa falida, Roberto Luchezzi, vai tentar reaver os bens para incorporá-los à arrecadação.

Ao mesmo tempo, encontra-se no 1º Distrito Policial de Rio Preto um inquérito que investiga denúncia conta o síndico da massa falida, o empresário Marcelo Peclat. De acordo com o inquérito, instaurado em 6 de abril de 2005, a assinatura de um ex-advogado da massa falida teria sido falsificada.


Sindico fala das ações

O carioca Marcelo Plecat, síndico da massa falida, que se mudou para Rio Preto a fim de assumir em tempo integral a função diante da falência do banco Empresarial, confirma que existe a tentativa de reaver todos os bens irregularmente transferidos pelos diretores do banco.

Ele vê nas transferências uma conseqüência da absolvição em outro processo, na Justiça Federal. “Um diretor, com casa em praia no Rio deixou de pagar IPTU de 2002 a 2005, temendo que o imóvel fosse a leilão. Absolvido em 2005, voltou a recolher o imposto”, disse ontem Plecat.

A respeito do inquérito de falsificação de assinatura, Plecat foi incisivo: “Por razões pessoais, um advogado que teve o contrato cancelado está tentando nos prejudicar.” O advogado seria Eduardo Sebastião Alves Batista. Ele foi ouvido no RJ e seu depoimento chega a Rio Preto nos próximos dias.


‘Peculiaridades dificultam’

O juiz Antônio Roberto Andolfato de Sousa, da 3ª Vara Cível de Rio Preto, foi quem assinou a sentença de falência do banco Empresarial, em maio de 2003. O banco tinha sede em Rio Preto e agências em oito cidades da região. Entretanto, realizava negócios com credores de todo o país. “O processo tem peculiaridades excepcionais que dificultam sua conclusão”, disse ontem o juiz Andolfato.

Para ele, não há qualquer demora extra nesse caso. “Todos os processo de falência são lentos, mas neste há bens em vários Estados que são alvos de avaliação e leilões. Nem o quadro geral de credores está fechado”, afirma o juiz.

O banco faliu porque pagava juros acima dos de mercado e fazia empréstimos a quem não podia pagar, inclusive empresas do próprio grupo Lécio. A dívida é de R$ 40 milhões e apenas R$ 2 milhões foram arrecadados.

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