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05/12/2005 - Agencia Financeira Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Metade das empresas mundiais são vítimas de fraude económica


Quase metade das empresas mundiais foram vítimas de fraude económica nos últimos dois anos. De acordo com um estudo «Global Economic Crime Survey 2005» da PricewaterhouseCoopers (PwC), de entre as 3.600 empresas estudadas, 45% foram enganadas em 2005, o que representa um crescimento de 8 pontos percentuais face aos 37% de 2003.
As empresas suportaram, em média, 1,45 milhões de euros de perdas resultantes só de «fraudes tangíveis, ou seja, que resultam num custo imediato e directo». Este tipo de fraudes inclui apropriação indevida de activos, abuso de confiança e contrafacção.

O diagnóstico revelou que o total de perdas das 1.272 empresas que conseguiram quantificar os danos incorridos excede 1,7 mil milhões de euros, nos últimos dois anos. O número de empresas que reportaram essas perdas aumentou em 50% entre 2003 e 2005.

Grandes empresas registaram média de 12 fraudes

Em média, as empresas reportaram a detecção de oito fraudes, entre 2003 e 2005. O diagnóstico revelou que quanto maior a empresa, maior a probabilidade de ser alvo de fraude, mas também de a detectar. As grandes empresas apresentam uma média de 12 fraudes.

«Independentemente da dimensão, nenhuma empresa ou sector, regulado ou não, está imune à ocorrência de crimes económicos. As empresas necessitam aumentar o nível de controlo interno, não apenas para evitar prejuízos financeiros como também para evitar a degradação da marca, da moral dos colaboradores ou da relação com clientes, fornecedores e outros parceiros», esclarece Steven Skalak, Global Investigations Leader da PricewaterhouseCoopers, no mesmo comunicado.


Apesar do número crescente de empresas que verificaram fraudes, cerca de 80% das empresas não consideram provável que venham a ser alvo de fraude nos próximos cinco anos.

Homens são responsáveis por quase 90% das fraudes

Quase 87% dos responsáveis pela fraude são homens, maioritariamente com idades compreendidas entre os 31 e os 40 anos e licenciados ou com um nível de educação superior. Em 50% dos casos, são colaboradores da própria empresa, em quase 24% dos quais em posição de topo.

Na maioria das vezes (34%), a fraude continua a ser detectada por mero acaso, seguindo-se as auditorias internas (26%).

O mesmo estudo, que não incluiu empresas portuguesas, revela, no entanto, que a consciência para os problemas resultantes da criminalidade económica nas empresas tem aumentado. «O recurso a denúncias anónimas continua a ser bastante frequente nas empresas portuguesas, enquanto facto despoletador das investigações», esclarece o responsável em Portugal pela área de apoio em litígios e investigações, António Rodrigues.

O diagnóstico da PwC envolveu mais de 3.600 empresas de 34 países e foi conduzido em parceria com a Universidade alemã Martin-Luther University, Halle-Wittenberg.

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