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05/06/2006 - Canal Executivo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraude com cartão na web atinge menos de 1%


O receio que muitos usuários de internet têm de sofrer golpes ao fazer compras ou acessar dados do banco pela rede parece ser mais um dos muitos mitos a respeito da segurança das transações on-line. Uma pesquisa feita pelo Instituto Ipsos mostra que entre 2.085 entrevistados, apenas 0,94% tiveram algum tipo de problema relacionado a fraudes com cartões de crédito, ou qualquer outra transação bancária.

Entre os que disseram já ter sofrido algum tipo de ataque, a maior incidência foi registrada nos casos de ataques de vírus que resultaram em acessos não autorizados, perda de informação ou tempo, ou seja casos em que na maioria das vezes não resultaram em prejuízos financeiros diretos aos usuários. Quase 20% das pessoas ouvidas reclamaram deste tipo de ocorrência.

"Os resultados do estudo confirmam a avaliação do Movimento de que os problemas de segurança encontrados na Internet são diferentes daqueles mistificados pela grande maioria, e que em muitos casos, poderiam ser evitados tomando algumas simples precauções" afirma Carolina Aranha, coordenadora do Movimento Internet Segura (MIS). "Muitas pessoas deixam de ter a oportunidade de realizar transações on-line por medo e, ao mesmo tempo, não levam em consideração os riscos de se realizar as mesmas operações no mundo físico", completa.

O Movimento oferece em seu site (www.internetsegura.org) algumas dicas para a prevenção na rede. São elas :

1º ) Atualizar constantemente o sistema operacional com os updates de segurança e os softwares de proteção como Antivírus. Eles podem ser de diversos fabricantes e a atualização é normalmente feita de forma gratuita. È o primeiro passo para uma proteção eficaz do equipamento.

2º ) Dar preferência a sites de lojas reconhecidas. Atualmente 90% das compras registradas na Internet brasileira são feitas em lojas de marcas tradicionais e com um índice muito perto do zero em termos de fraudes e problemas. Os outros 10% são feitas em cerca de 5 mil pequenas lojas.

3º ) Verificar se a loja tem central de atendimento. No caso de uma loja desconhecida, o fato dela ter uma central de atendimento revela uma preocupação em atender bem ao cliente, o que soma pontos a favor da concretização da compra.

4º ) Entrar em contato com a central de atendimento para verificar se as condições oferecidas no site são realmente as que serão praticadas.

5º ) Verificar a forma de pagamento. Lojas que aceitam pagamentos com cartões devem ser as preferidas já que as bandeiras e os emissores de cartões fazem uma avaliação criteriosa da empresa antes de permitir que a mesma ofereça esta opção.

6º ) Desconfiar de condições muito favoráveis

7º ) Consultar a política de devolução e de troca, que deve estar exposta na home da loja .

8º) Preferir lojas que apresentem o Cadeado indicando ambiente seguro contra invasões.

9º ) Atentar para a classificação do vendedor em sites de leilões. Os sites de leilões têm muita dificuldade em controlar a qualidade do produto vendido por que essa venda é feita diretamente por uma pessoa física. O sistema de classificação adotado por alguns desses sites ainda é um processo em evolução, mas já serve como um indicativo.

10º) Nunca clicar em links de sites enviados por e-mails de desconhecidos. Sugerir este tipo de atitude é uma estratégia utilizada por fraudadores que querem na verdade instalar programas espiões em sua máquina e roubar os dados para futuros golpes.

11º) Verificar no browser se o endereço do site corresponde ao que você está navegando. Outra prática dos criminosos virtuais é criar sites falsos parecidos com o de marcas famosas para enganar os internautas. Se o endereço que estiver no browser for diferente do que o nome do site utilizado, desconfie.

O Movimento Internet Segura (MIS) foi criado em setembro de 2004 sob a coordenação da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e.net). A preocupação principal do MIS tem sido a de atuar na educação do usuário de Internet no sentido de evitar que as pessoas façam transações na rede de forma insegura caindo em golpes, ou que simplesmente deixem de fazer compras na rede acreditando que essa é uma prática insegura.

A iniciativa conta com a participação direta das empresas American Express, Banco do Brasil, E-Consulting, McAfee, Microsoft, Redecard, Serasa, Symantec, Visanet, Lojas Pernambucanas, Sack's, Auto Z (portal do grupo DPaschoal), Rede de Bem Estar Social(*), Philips, Brasil Telecom e das lojas eletrônicas Americanas.com, Comprafacil.com.br, Extra.com.br, LivrariaCultura.com.br, LivrariaSaraiva.com.br, MagazineLuiza.com.br, Marisa.com.br, Shoptime.com.br, Siciliano.com.br, SomLivre.com, Submarino.com.br e TokStok.com, que participam do projeto Liquidaweb.

No endereço www.internetsegura.org, o internauta recebe informações didáticas sobre segurança e integridade na navegação pela Internet.

(*) A Rede de Bem Estar Social é uma entidade ligada ao Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo (Sincor-SP)

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