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12/02/2008 - A Tarde Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Internauta deve ficar atento aos golpes via email

Por: Gabriel Carvalho


O Ministério Público Federal emitiu comunicado no início desta semana informando que não envia correspondências eletrônicas sobre audiências ou qualquer outro serviço prestado pelo órgão. Por meio da Secretaria de Tecnologia da Informação, o MPF orienta que as pessoas não abram esse tipo de e-mail, não cliquem nos links e os apague imediatamente. "Essas mensagens são usadas para 'pescar' senhas e dados financeiros de usuários da internet", informa o documento. A Justiça também declarou, através da Assessoria de Imprensa, que todas as intimações referentes a audiências são enviadas por meio dos Correios.

O orgão federal não é o único a ter esse tipo de problema. Nos sites do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Receita Federal e outras empresas do setor financeiro também constam a informação de que não utilizam o correio eletrônico para a comunicação com clientes e usuários.

Os alertas são necessários, pois a caixa de entrada do correio eletrônico tem se tornado cada vez mais um elemento de surpresas desagradáveis para o usuário da internet. São dezenas de mensagens diárias vindas de desconhecidos e também de amigos. O conteúdo traz piadas de mau gosto, correntes de orações, notas de desaparecimento, pedidos de ajuda humanitária e outros tipos de apelo. A sensação de incômodo destes tipos de mensagens é mínima se comparada aos prejuízos causados por quadrilhas de estelionatários virtuais e hackers que utilizam o e-mail para praticar crimes cibernéticos.

Segundo levantamento do governo norte-americano, os delitos na rede movimentam cerca de US$ 105 bilhões em todo o mundo e estão incluídos no ranking das modalidades mais 'rentáveis' como pirataria e tráfico de drogas.

"Normalmente, os golpistas utilizam a fachada de empresas de telefonia, multinacionais, instituições financeiras e órgãos públicos", alerta o analista de sistemas, Eduardo Franco. Ele lembra que recentemente um golpe foi aplicado por bandidos que enviavam e-mails falsos a correntistas do Banco do Brasil.

"Por isso, não é recomendável que o usuário da internet responda e-mails com solicitação de dados bancários, endereço, telefone e CPF, sem conhecer a real procedência da mensagem. Além do roubo de senhas e informações bancárias, o hacker também pode monitorar o computador do usuário desavisado", alerta o especialista.

Perigos - Sites de relacionamento como o Orkut e softwares de bate-papo como o Msn Messenger também representam grandes armadilhas para o internauta desatento. Segundo Eduardo Franco, alguns links enviados automaticamente para acesso a fotografias, vídeos e blogs são as principais iscas.

Foi justamente num descuido ao acessar a Rede Mundial de Computadores que Paulo Silva* abriu um portal de problemas em sua vida pessoal. Tudo começou quando o rapaz percebeu que não poderia abrir o e-mail. Depois de cinco dias de tentativas, ele recebeu um telefonema relacionado à venda de um telefone celular anunciada em um site. Foi neste momento que Silva percebeu que seu e-mail e senhas estavam sendo utilizados por golpistas.

"Um homem chegou a ir até a minha casa cobrar por um produto. Depois enfrentei problemas com o site que me cobrou R$ 500, referente às comissões pelas vendas de equipamentos eletrônicos e, por último, tive dificuldades em registrar a ocorrência na delegacia", conta.

Na Bahia, o órgão responsável por este tipo de registro é a Delegacia de Repressão a Crimes de Estelionato e Outras Fraudes (DREOF), que funciona na Baixa do Fiscal.

Apesar da prática freqüente de crimes virtuais, o Código Penal Brasileiro - que foi escrito em 7 de dezembro de 1940 - não tem nenhum artigo específico com relação à modalidade. Mesmo assim, tramita em Brasília um projeto de lei do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que prevê cadastro para todos os usuários da Internet numa espécie de certificação digital.

"A idéia é evitar que o anonimato permitido no mundo virtual dê liberdade aos criminosos ou mesmo pessoas que, mesmo descaracterizadas de 'bandidas', queiram ofender a honra ou causar qualquer prejuízo aos cidadãos", diz o senador em seu site oficial.


*O nome Paulo Silva é fictício. A fonte vítima de golpe virtual pediu para ter a identidade preservada.

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