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09/02/2008 - Diário do Nordeste Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Computador e Cartão de Crédito. Classe popular já compra via internet


A nova onda de consumo da população de baixa renda passa, inevitavelmente, pelo universo virtual, ou melhor, pelas compras on line. Segundo Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular, dois terços dos computadores hoje em funcionamento no País estão nos lares de pessoas das classes C, D e E. Além disso, este público é detentor de 67% dos cartões de crédito em circulação no País — a principal forma de pagamento no e-commerce.

Conforme pesquisa recente do Data Popular e da McCann Ericksonn, os consumidores das classes C, D e E representam 72% do mercado potencial do comércio eletrônico em São Paulo. O número significa a proporção de pessoas da baixa renda entre os consumidores que têm os meios de fazer compras pela internet — possuem computador e cartão de crédito — mas nunca o fizeram.

O varejo virtual tem 3,185 milhões de usuários aptos a utilizar o comércio eletrônico entre os consumidores com renda familiar de até R$ 2.836,00, enquanto que este público potencial nas classes A e B é de 1,855 milhão. ´A base da pirâmide tem cada vez mais familiaridade com a internet e acesso a crédito, o que facilita o uso do e-commerce´, diz Meirelles.

Para Meirelles, os números indicam que o e-commerce no Brasil ainda tem muito potencial de crescimento. ´Só na cidade de São Paulo, são 3,1 milhões de pessoas com computador e cartão de crédito que nunca compraram pela internet, sendo que 2,2 milhões delas estão nas classes mais pobres´, comenta o executivo.

E esta não é uma tendência isolada em São Paulo — diz Meirelles. No Brasil todo, a venda de computadores está aumentando, devido à expansão do crédito. ´Em 2007, em função das classes populares, a venda de computadores foi 30% maior do que de televisores´, complementa ele.

Os grandes catalisadores deste crescimento são os jovens. Eles são mais escolarizados que seus pais e, segundo Ricardo Sodré, responsável pelo desenvolvimento de negócios da McCann Erickson, tendem a seguir os padrões de consumo da renda mais alta. Entendem mais de informática e usam a internet para pesquisar preços antes de comprar.

´A família compra o computador e a banda larga para que o filho seja alguém na vida´, explica Sodré. ´Antes de ter computador, ele usava a internet em lan houses, mas não sentia segurança para comprar. Com a máquina em casa, ele se sente à vontade para usar a internet: de compras a acesso ao banco´, completa Meirelles. (SC)

MAIS SEGURANÇA - Medo de golpes impede avanço do e-commerce na base social

O principal obstáculo para a expansão do e-commerce entre a população de baixa renda é a insegurança: o medo de ter seus dados roubados, de não receber o produto ou de este vir com defeito. Esta barreira deve desaparecer à medida que aumentar a familiaridade com a tecnologia. No primeiro semestre de 2007, o número de pessoas com computador em casa aumentou em 24,7%, segundo o Ibope NetRatings. A tendência é que este crescimento continue.

´Esse público não confia em algo que não pode tocar, além de as notícias sobre fraudes virtuais fazerem com que o consumidor tema divulgar o seu número de cartão, não receber o produto, ou simplesmente comprar errado e não conseguir trocar´, explica Renato Meirelles. O principal desafio é tornar o e-commerce tão confiável quanto o varejo.

´Nesse momento, conquistarão o mercado on-line as empresas que souberem usar a internet da maneira mais adequada a esse público´, argumenta. Para Meirelles, não adianta o ´informatiquês´, porque o consumidor de baixa renda não conhece termos de informática em inglês.

´Uma alternativa para acabar com o medo do consumidor é criar lojas físicas para que ele receba o produto comprado na internet, ou possa dirigir-se a um ponto de venda para trocá-lo, se apresentar defeito´, diz. Outra saída é o sistema de compra garantida: o provedor cadastra as lojas virtuais, recebe o dinheiro (cartão/ depósito em conta) do consumidor e só paga ao vendedor quando a mercadoria é entregue. (SC)

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