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29/05/2006 - Maracaju News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Minirreforma política não deve acabar com o caixa 2


Depois dos escândalos do mensalão, do caixa 2 para cobrir o excesso de gastos em campanha eleitoral e corrupção no Governo, o Congresso Nacional aprovou medidas para tentar moralizar a campanha política. As novas regras foram referendadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para serem aplicadas nas eleições deste ano. Na Assembléia Legislativa, os deputados avaliam que as mudanças vieram em boa hora. Os parlamentares entrevistados apóiam as medidas da minirreforma eleitoral, embora alguns acreditem que sejam insuficientes para acabar com a prática de caixa 2. Eles apostam em que as campanhas serão mais transparentes e igualitárias. Sem showmícios, brindes e outdoors, os candidatos terão de apoiar-se em propostas e reforçar a estratégia do "corpo a corpo" com o eleitor.

Pedro Kemp (PT) acha que as medidas são o primeiro passo para moralizar a campanha eleitoral, ajudam a refrear o caixa 2, "mas ainda insuficientes para coibir excessos nas campanhas". Para eliminar o caixa 2, segundo Kemp, é necessário o financiamento público das campanhas eleitorais. O parlamentar considera dispensável a distribuição de brindes e camisetas e critica a estratégia de atrair público para os comícios com grandes shows. "Showmícios, por exemplo, não contribuem para o debate em torno de propostas", avaliou.

Opinião semelhante tem o deputado Antônio Carlos Arroyo (PL). Ele considera que as novas regras dificultam o caixa 2, "mas ainda não resolvem o problema". "É um primeiro passo para cada vez mais fiscalizarmos as eleições e diminuir a influência do poder econômico, mas terão que ser dados outros".

O deputado Maurício Picarelli (PTB) acredita que as medidas da minirreforma trarão economia, evitarão "gastos absurdos e caixa 2 escancarado". Ele também acha os brindes desnecessários. "Aqueles que não têm recursos financeiros suficientes para fazer camisetas e brindes estarão em condições de igualdade com os que têm," analisou.

Zé Teixeira (PFL) concorda que as regras favorecem a igualdade dos candidatos, mas não acredita que as medidas possam ajudar a reprimir o caixa 2. "O dinheiro não tem marca e continuará sendo usado", disse o pefelista.

Segundo Paulo Corrêa (PL), "o corpo a corpo da campanha foi valorizado e o eleitor vai poder avaliar melhor o seu candidato, e não o candidato que é fruto de uma estratégia de marketing". Ele considera que a prestação de contas na internet e a responsabilidade do candidato pelas informações financeiras da campanha vão dar mais clareza ao processo.

"Com certeza será uma campanha igualitária", disse Celina Jallad (PMDB), "os poderosos vão trabalhar em condições de igualdade com aqueles que têm menos recursos".

Para o deputado Dagoberto Nogueira (PDT), a legislação vai coibir, por exemplo, a distribuição de cestas básicas em troca de votos e dessa forma, qualificar os agentes públicos. "O abuso de poder vai diminuir muito", afirmou. As mudanças, em sua opinião, devem passar também pelo fim do voto secreto no Congresso, para que pelo voto aberto e nominal o eleitor possa acompanhar as atividades dos parlamentares.


Estratégias

As estratégias para divulgar o nome do candidato e conquistar o voto do eleitor devem sofrer algumas mudanças. O candidato terá que se aproximar do eleitorado, conversar muito e ter boas propostas, segundo avaliação dos parlamentares entrevistados. "O candidato terá que andar, não vai mais ter candidato que vai pagar e ficar sentado. Esse tipo de candidato que pagava e ficava sentado e depois não recebia seus eleitores, não tinha compromisso, vai acabar e quem ganha com isso é o próprio eleitor e o País", disse Dagoberto.

Segundo Arroyo, "a campanha eleitoral será mais um debate político, uma prestação de contas, do que grandes showmícios, grande marketing político". O deputado disse que agora os candidatos terão que discutir com os eleitores pessoalmente.

Picarelli lembrou que os aspirantes a cargos eletivos ainda podem contar com os meios de comunicação, com reuniões e com a distribuição de material gráfico, "santinhos", por exemplo.

Para Zé Teixeira, os que estão no poder saem com vantagem, porque já têm parceiros políticos e partidários, são mais conhecidos e têm serviço prestado.

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