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09/02/2008 - Jornal da Manhã Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Criminosos tentam golpe por telegramas


Enviar telegrama para comunicar a liberação de uma ação indenizatória é a nova modalidade de golpe que está ocorrendo na praça. A correspondência informa ao destinatário que entre em contato urgente com um escritório fora cidade para receber o dinheiro. Por telefone, a pessoa é orientada a depositar, adiantado, 10% do valor da indenização para garantir que o pagamento seja efetuado, no máximo, em 24 horas.

Temendo até mesmo pela sua segurança e da família, fonte que prefere não se identificar conta que recebeu telegrama com esse teor no dia 28 de janeiro e entrou em contato com o suposto escritório de advocacia, no Estado de São Paulo. "A pessoa que atendeu disse que os contribuintes de uma operadora de previdência privada haviam entrado com ação e eu também tinha direito. Estranhei porque nunca tinha contratado esse tipo de serviço", revela.

Segundo a vítima, foram dadas duas opções para o pagamento da "indenização". Uma era esperar 24 meses até que fosse enviada uma carta precatória para a Justiça local. "Quando o documento chegasse, eu pagaria 10% pelos encargos judiciais do processo. Mas havia uma alternativa rápida, bastava eu pagar o valor adiantado, que o dinheiro seria depositado em 24 horas na minha conta. Fiquei desconfiado e fui atrás de informações na Internet. Assim, descobri que era um golpe", resume.

Registros. De acordo com o advogado Leonardo Rodrigo da Silva, esse não é o primeiro caso registrado na cidade. Um de seus clientes passou pelo mesmo problema, só que a correspondência foi enviada do Rio Grande do Sul. Ele esclarece que realmente existem processos judiciais referentes a antigos planos de previdência privada que faliram; no entanto, na maioria dos casos, não há indenização liberada ainda. "99,9% são fraudes. Eles mandam as cartas de locais distantes para dificultar o acesso às informações", destaca.

Leonardo salienta que o golpe é muito bem elaborado, pois os criminosos escolhem pessoas que estão na linha de sucessão dos beneficiários, por exemplo, um avô ou um pai que adquiriu a previdência privada na época. "Geralmente as informações do processo estão até no banco de dados virtual do Tribunal", alerta.

Para evitar dor de cabeça, Leonardo recomenda que as pessoas verifiquem a procedência da informação, consultando os serviços de um advogado de confiança. "Jamais envie dinheiro para desconhecidos", orienta.

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