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29/01/2008 - Último Segundo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Corretor diz que Société Générale sabia dos riscos e fez vista grossa


PARIS - O corretor do Société Générale acusado de fraudes de 4,9 bilhões de euros, Jerôme Kerviel, disse a detetives que acha que seus chefes no banco sabiam dos riscos que ele corria com suas posições no mercado, mas fizeram vista grossa enquanto ele estava ganhando dinheiro, um oficial da Justiça francesa disse nesta terça.

Kerviel disse aos detetives: "Não acredito que meus superiores não sabiam dos valores que eu estava comprando, é impossível gerar esse tipo de lucro com posições pequenas", de acordo com trechos da transcrição do seu depoimento à polícia, publicados pelo jornal "Le Monde".

Os comentários de Kerviel foram confirmados por Isabelle Montagne, porta-voz da promotoria de Paris.

Um advogado do Société Générale acusou Kerviel de estar mentindo. O banco disse na semana passada que as ações do corretor custaram a ele quase 5 bilhões de euros em prejuízos quando o Société desfez as posições tomadas por Kerviel.

"Quando você é questionado pela polícia ou por juízes, você tem o direito de mentir", disse o advogado Jean Veil à rádio RTL. Ele disse que o banco é "vítima de alguém que mentiu, que roubou".

Kerviel contou aos detetives sobre seus esforços para mascarar as grandes transações, mas disse que o banco deveria mesmo assim ter percebido algo suspeito.

"As técnicas que usei não eram sofisticadas, e qualquer checagem conduzida corretamente deveria conseguir detectar essas operações", disse ele, de acordo com a transcrição.

Kerviel também disse que sua preocupação número um era "gerar lucro par ao meu banco".

"Enquanto eu estava ganhando dinheiro, os sinais não eram tão preocupantes", disse ele. "Enquanto você lucra e não é tão óbvio, e é conveniente, ninguém fala nada."

De acordo com o depoimento, o corretor também disse à polícia que seu padrão de negócios escondidos começou em 2005, quando uma aposta tornou-se lucrativa após os mercados caírem com os ataques terroristas em Londres.

"Isso faz você querer continuar, é um efeito bola de neve", disse ele.

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