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28/01/2008 - AFP Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraudador do Société Générale diz que só queria ser um 'corretor excepcional'


PARIS (AFP) - Jérome Kerviel, corretor acusado pelo Société Générale de ser o autor de uma fraude histórica, admitiu durante os interrogatórios 'ter realizado certos atos para dissimular' suas operações no mercado, mas enfatizou que não agiu em benefício próprio, pois seu objetivo era se converter num 'broker excepcional'.

Ele também reconheceu que começou a "tomar posições não autorizadas pelo banco" nos mercados a partir do final de 2005, conforme revelou nesta segunda-feira o promotor de Paris, Jean-Claude Marin.

De acordo com Marin, o funcionário "esperava se tornar um corretor de ações excepcional e obter prêmios de rendimento superiores", que poderiam ter chegado aos 300.000 euros em 2007.

Enquanto funcionário, cobrava apenas 100.000 euros anuais, uma quantia considerada pequena no mundo das finanças.

A promotoria de Paris decidiu abrir nesta segunda-feira uma investigação judicial por "falsificação e utilização de falsificação" neste caso. Além disso, pretende oficializar a detenção do funcionário do banco.

O banco francês acusa este 'broker' de 31 anos de ter cometido uma fraude de 4,9 bilhões de euros (mais de sete bilhões de dólares) ao realizar operações não autorizadas e altamente arriscadas no mercado de ações durante um ano, sem que os sistemas de controle do Societé Générale detectassem irregularidades.

A investigação também tratará das acusações de abuso de confiança agravado pela situação profissional de seu autor e tentativa de fraude.

Se Kerviel for indiciado e julgado, poderá ser condenado a sete anos de prisão e 750.000 euros de multa.

Por outro lado, a investigação iniciada "não mostra uma falha total do sistema (de proteção) do Société Générale", segundo Marin.

O advogado de Kerviel, Christian Charriere-Bournazel, se declarou convencido de que seu cliente é vítima e assegurou que pedirá que todos os responsáveis do banco prestem depoimento ante um juiz.

Nesta segunda, o presidente do banco francês, Daniel Bouton, negou que exista um "complô" para transformar o funcionário acusado pela instituição de cometer uma fraude bilionária em um agente a serviço de um banco russo ou em um bode expiatório usado para encobrir outras perdas.

No entanto, as ações do Societé Générale continuavam em queda livre na Bolsa e estavam cotadas nesta segunda-feira no menor nível desde 2004. Ao meio-dia cada título valia 68,67 euros, o que representa uma queda de 7,04% em relação a sexta-feira.

Durante a semana passada, as ações do banco já haviam acumulado perdas de 13,44% devido ao anúncio do prejuízo

O organismo de controle dos mercados financeiros informou que um membro do conselho de administração do Societé Générale vendeu 85,7 milhões de euros de ações do banco em 9 de janeiro, duas semanas antes da instituição ter revelado a fraude histórica.

Em função dessa venda questionada, cerca de cem acionistas do Societé Générale apresentaram uma denúncia por "manipulação de preços e informação privilegiada", conforme informou o advogado do querelantes, Frederik-Karel Canoy.

O Partido Socialista francês, a principal força da oposição, por sua vez, pediu a criação de CPI sobre este assunto, que mostra as "irregularidades" do sistema financeiro nacional.

Para a ministra da Economia, Christine Lagarde, no entanto, o Société Générale "respeitou os regulamentos e fez o que tinha que fazer depois de descobrir o buraco financeiro".

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