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24/05/2006 - A Razão Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Ano perdido


A cerca de 50 (cinqüenta) dias a pauta de votações está trancada por medidas provisórias no Congresso Nacional, a Câmara dos Deputados não analisa um projeto-de-lei há mais de 02 (dois) meses. Só as comissões permanentes e especiais estão funcionando, além da CPI dos Bingos, que no dia de ontem ouviu o depoimento do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. Este, desta vez, sem liminares do STF que permitiam que os depoentes mentissem e ridicularizassem o Congresso e zombassem da inteligência do povo brasileiro. Outra comissão que tem trabalhado exaustivamente é a Corregedoria da Câmara que tem analisado as ações dos chamados sanguessugas, onde deputados federais através de emendas direcionavam recursos da União para a compra de ambulâncias superfaturadas por municípios país afora.

O clima de disputa eleitoral ameaça o ritmo de trabalho das casas legislativas no país. Líderes de diversos partidos ameaçaram obstruir a pauta de votações em protesto as declarações do ministro da Coordenação Política, Tarso Genro, que acusou o ex-governador paulista, Geraldo Alckmin pela situação dos recentes ataques do PCC no Estado de São Paulo. E, o que mais preocupa a todos nós enquanto as figuras máximas da nação discutem de quem é a culpa pelo caos vivido na última semana, a sociedade se vê acuada e insegura. É fácil lançar dúvidas sobre os fatos, mas esquecesse que a violência e a criminalidade não são frutos da pobreza e da falta de escolaridade apenas, pois segundo estudos da ONU países em desenvolvimento e com IDH próximos aos do Brasil demonstram diferentes situações quanto a violência. Ser pobre e analfabeto não significa ser ladrão e assassino. Esqueceram de dizer ao presidente da república, que ser pobre e ter pouca cultura não qualifica para a criminalidade, pelo contrário, as pessoas mais humildes são àquelas de demonstram uma capacidade maior de serem solidárias e também tem um nível maior de patriotismo e respeito ao erário público. A corrupção das esferas maiores da nação servem como aval ao grupos criminosos , que vislumbram na impunidade dos surrupiadores da coisa pública, onde até o STF, até bem pouco tempo, dava guarida aos corruptos através de liminares para mentir, ou melhor, não causarem provas contra si. Revolta ao cidadão esta situação, onde o Estado assegura que a impunidade dos crimes cometidos seja aliviada e desviada da tão merecida punição dos corruptos. Felizmente, alguns políticos estão se dando conta da revolta do cidadão, e estão procurando trabalhar para que a impunidade seja combatida. Ouvi de um parlamentar de Brasília de que “essa legislatura ficará marcada pelo mensalão”, e que “nunca aconteceram tantos escândalos”. Efetivamente é isto que vemos um país aflito pelos escândalos e paralisados pela inapetência do governo federal, que tem muito discurso e propaganda e poucas obras.

Ao cidadão comum, ao cidadão honesto e trabalhador, e também ao que procura emprego, e geralmente não acha, fica o consolo de que vivemos em uma democracia, pela qual muitos deram suas vidas para que nós a exercêssemos. Pois, deve este cidadão ter a real noção de seu valor, pois são milhões e bem informados e organizados podem mudar a situação atual através do voto. O voto deve ser consciente. Não podemos anular o voto, pois se o fizermos estaremos fortalecendo os corruptos. Nesta eleição cidadão, não vote nulo, vote consciente.

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