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28/01/2008 - Jornale Curitiba Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Boatos da internet roubam endereços de e-mail

Por: Rosiane Freitas


A mensagem é clara: uma pessoa morreu ao ingerir um refrigerante de cola light junto com uma bala da marca Mentos. A mistura dos dois causaria uma expansão violenta de gás no estômago da vítima, matando-a imediatamente. O caso teria acontecido num conhecido colégio de São Paulo, mas também haveriam outros nos Estados Unidos.

No fim do texto, um pedido: repasse para os seus amigos e todos aqueles que você gosta para que fiquem sabendo sobre o perigo dessa mistura. É a cartada final do responsável pelo e-mail. “Quando uma pessoa encaminha a mensagem para os amigos, acaba fornecendo ao golpista uma lista de endereços de e-mail”, explica Igor Rocha, coordenador do Comitê Movimento Internet Segura, da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico.

Esses endereços vão direto para um banco de dados que será usado para a segunda fase do golpe: o envio de uma mensagem maliciosa. “Com essas informações em mãos, a pessoa começa a enviar emails com códigos e links maliciosos, que podem instalar no computador da vítima programas que roubam informações sigilosas”, diz Rocha. É assim que os trapaceiros da internet conseguem roubar senhas, informações bancárias e outros dados.

Mas não são somente os e-mails com lendas urbanas que são utilizados para roubar endereços. “A grande maioria das mensagens que estimulam o destinatário a encaminhar para outros o e-mail serve para esse fim”, aponta. Entre os recursos utilizados pelos golpistas estão até avisos de utilidade pública, notícias sobre crianças desaparecidas, informações sobre doenças e slides com mensagens edificantes.

Se é esse o caso, resista a tentação de reenviar a mensagem para todos os e-mails da sua lista de endereço. Na maioria dos casos, as histórias, dicas e denúncias desse tipo de mensagem não merecem credibilidade. Na dúvida, consulte o site Quatro Cantos , que registra todo tipo de folclore que circula na Rede Mundial de Computadores.

Já os e-mails com links ou arquivos em anexo são utilizados instalar no computador do internauta vírus e programas que roubam senhas. “Quando o usuário abre o arquivo ou clica no link o programa se instala na máquina e permite que o golpista tenha acesso a senhas e dados do internauta”, relata. O alerta serve para qualquer tipo de arquivo cuja origem não seja possível determinar, mes que tenha sido enviado por um conhecido.

O golpe é particularmente eficiente quando se trata de mensagens informando dívidas ou compras em lojas da internet. O e-mail avisa que há um débito, uma compra em aberto e que para resolver o problema é preciso clicar no link, o que, em hipótese nenhuma, deve ser feito.

O ideal é descobrir o telefone de atendimento ao cliente da loja e verificar junto a empresa se há mesmo o débito informado no e-mail”, recomenda. No entanto, diz Rocha, empresas sérias em geral não mandam comunicados importantes por email. “Quando há um débito, a tendência é que a empresa envie uma carta”, diz. “Se você desconfia que é golpe, delete a mensagem sem abrir”.

O golpe é mais evidente quando o internauta recebe um e-mail alertando para dívidas e compras em empresas com a qual não possui nenhum vínculo. “Se você não solicitou, não se cadastrou na instituição, desconfie do e-mail”, explica. “O importante é saber que ninguém ganha prêmio nem dinheiro de empresas com as quais nunca teve contato ou em promoções na qual não se inscreveu. E que não há distribuição gratuita de celulares, notebooks ou outros prêmios do gênero”, esclarece.

E se você já clicou em algum link malicioso ou abriu um arquivo suspeito? “O ideal é instalar e executar um antivírus atualizado para tentar detectar se houve contaminação”, conclui Rocha.

A propósito, a história do Mentos e o refrigerante é mais uma lenda urbana. Não há registro de casos do gênero e as pessoas citadas no e-mail não existem.

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