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28/01/2008 - AFP Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Kreviel acusado de 'abuso de confiança'


PARIS (AFP) — O corretor francês Jérôme Kerviel foi acusado nesta segunda-feira por "abuso de confiança" e, em seguida, posto em liberdade sob controle judicial, anunciou a sua advogada Elisabeth Meyer. O banco francês Société Générale aponta Kerviel pela autoria de fraude estimada em 4,9 bilhões de euros.

O corretor de 31 anos também foi acusado de "falsificação" e "introdução de dados informatizados em um sistema de tratamento automatizado", acrescentou Meyer.

No entanto, os juizes de instrução encarregados do dossiê não mantiveram as acusações de "abuso de confiança agravada" e "tentativa de fraude", que foram pedidas pelo Ministério Público, que também havia solicidado a prisão de Kerviel.

A advogada do acusado não informou quais medidas acompanham o controle judicial, assinalando simplesmente que nenhuma fiança foi requerida.

Seu colega, Christian Charrière-Bournazel, informou que o cliente foi obrigado a "entregar seu passaporte que perdeu a validade", o que significa que está proibido de deixar o país.

Jérôme Kerviel apresentou-se espontaneamente sábado à polícia; admitiu ter ocultado operações de risco e disse ter agido sozinho.

Durante os interrogatórios confirmou 'ter realizado certos atos para dissimular' suas operações no mercado, mas enfatizou que não agiu em benefício próprio, pois queria tornar-se um 'broker (corretor) excepcional'.

Ele também admitiu que começou a "tomar posições não autorizadas pelo banco" nos mercados a partir do final de 2005, conforme revelou nesta segunda-feira o promotor de Paris, Jean-Claude Marin.

De acordo com Marin, o funcionário "esperava obter prêmios de rendimento superiores", que poderiam ter chegado aos 300.000 euros em 2007.

O banco francês acusa este 'broker' de realizar operações não autorizadas e altamente arriscadas no mercado de ações durante um ano, sem que os sistemas de controle do Société Générale detectassem irregularidades.

Por outro lado, a investigação iniciada "não mostra uma falha total do sistema (de proteção) do Société Générale", segundo Marin.

Nesta segunda, o presidente do banco francês, Daniel Bouton, negou que exista um "complô" para transformar o funcionário acusado pela instituição de cometer uma fraude bilionária em um agente a serviço de um banco russo ou em um bode expiatório usado para encobrir outras perdas.

O Partido Socialista francês, a principal força da oposição, por sua vez, pediu a criação de CPI sobre este assunto, que mostra as "irregularidades" do sistema financeiro nacional.

Para a ministra da Economia, Christine Lagarde, no entanto, o Société Générale "respeitou os regulamentos e fez o que tinha que fazer depois de descobrir o buraco financeiro".

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