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27/01/2008 - Diário do Nordeste Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Diretor sai do BNB por suspeita de fraude


A assessoria de imprensa do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) confirmou ontem a destituição do engenheiro Victor Samuel Cavalcante da Ponte, da diretoria de administração do banco. Questões administrativas foram apontadas como sendo o motivo do afastamento do diretor, cuja decisão ocorreu no último dia 21 de janeiro, durante reunião do Conselho de Administração. Até o momento, não está definido quem o substituirá no cargo.

No entanto, denúncias da revista Época apontam que Victor Ponte é acusado de assinar, de maneira irregular, um acordo que reduziu - de R$ 65 milhões para R$ 6,6 milhões - uma dívida da empresa Frutas do Nordeste do Brasil S.A. (Frutan) com o Banco do Nordeste. Ele assinou sozinho o acordo, mas, como diretor-administrativo, não tinha competência funcional para isso. A redução da dívida desobedeceu proibição expressa da Advocacia-Geral da União (AGU).

De acordo ainda com a assessoria de imprensa do BNB, uma auditoria do banco ocorrida em maio detectou o problema. Em função disso, o Ministério da Fazenda instaurou uma comissão que está investigando a denúncia. No entanto, os trabalhos ainda não estão concluídos.

A Época informou que o relatório da CGU (Controladoria Geral da União) propõe que o BNB tome providências para recuperar o dinheiro e punir os responsáveis pela operação, que causou um prejuízo de R$ 31,9 milhões aos cofres públicos. A publicação diz ainda que além de Victor Ponte, uma dezena de funcionários está implicada no caso. A CGU também constatou que o acordo com a Frutan não foi um caso isolado. Os auditores identificaram outras operações semelhantes no valor de R$ 106,3 milhões. Eles vão apurar agora o prejuízo e quem foram os responsáveis pela aprovação.

De acordo com investigadores, uma das causas para o desvio de dinheiro público e irregularidades como no caso Frutan é o loteamento político da diretoria do banco. A distribuição dos financiamentos acaba com freqüência, segundo eles, seguindo critérios mais políticos e partidários que técnicos.

Victor é amigo pessoal do ex-ministro, deputado federal e presidenciável Ciro Gomes (PSB-CE). Em 2006, Victor foi o responsável pela arrecadação de recursos para as campanhas de Ciro a deputado e de seu irmão, Cid Gomes, ao governo do Estado.

Ciro já havia dito que nunca interveio em operações do Banco do Nordeste. ´Minha posição é clara: se houve, da parte de quem quer que seja, algum erro ou irregularidade, esse alguém deve ser punido na forma da lei´, afirmou.

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