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27/01/2008 - AFP Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Advogados de Kerviel acusam Société Générele de ocultar perdas


PARIS (AFP) — Os advogados de Jérome Kerviel, acusado pelo banco francês Société Générele de ter cometido uma fraude de 5 (cinco) bilhões de euros, acusaram a instituição tentar desviar a atenção de perdas mais importantes.

Em declarações à AFP, Elisabeth Meyer e Christian Charriere-Bournazel disseram que o Société Générele pretendia deste modo "desviar a atenção das perdas muito maiores acumuladas nos últimos meses, principalmente na inverossímil aventura das 'subprimes'", os créditos de risco dos Estados Unidos.

Além disso, denunciaram as "condições precipitadas e de todo anormais" em que o banco "liquidou as posições que poderiam ter se corrigido com o tempo".

"Deste modo (o próprio banco) provocou as perdas de quase 4,5 bilhões de euros", insistiram os advogados de Kiervel, que segue detido em Paris, nas dependências da brigada financeira da polícia.

A prisão preventiva do corretor da bolsa foi prolongada por 24 horas, anunciou a promotoria.

O banco francês Société Générale revelou neste domingo em um comunicado que as posições fraudulentas tomadas pelo corretor da bolsa suspeito alcançavam 50 bilhões de euros, antes de serem liquidadas urgentemente, provocando um prejuízo final a 4,9 bilhões de euros.

"A posição fraudulenta descoberta no domingo 20 de janeiro chegava a quase 50 bilhões de euros", informa o banco francês em uma "nota explicativa a respeito da fraude excepcional" recebida pela AFP.

O corretor de 31 anos é interrogado desde sábado pelos policiais da brigada financeira, que investiga o caso.

Depois da prisão preventiva, Jérôme Kerviel pode ser colocado em liberdade, caso não existam acusações contra ele, ou enviado na segunda-feira à promotoria de Paris caso existam indícios graves ou conclusivos de sua participação em uma infração penal.

Neste caso, a promotoria pode abrir uma investigação judicial e transmitir a mesma a um juiz instrução para o indiciamento.

Kerviel é interrogado pelos investigadores há 24 horas sobre a forma como conseguiu burlar as várias proteções do banco, se atuou sozinho e a respeito de suas motivações. Também se estuda a possibilidade de que seja um "hacker", segundo fontes ligadas ao caso.

No sábado à noite, o diretor do departamento financeiro da promotoria de Paris, Jean-Michel Aldebert, afirmou à imprensa que Jérôme Kerviel se apresentou espontaneamente à polícia.

Segundo fontes próximas ao caso, a polícia e os diretores do banco sempre souberam onde Kerviel estava: na casa de amigos na periferia de Paris. Após um encontro com investigadores, o acusado foi levado para a sede da polícia financeira.

Kerviel, acusado pelo banco de ser o autor da fraude colossal, "está colaborando e disposto a se explicar", segundo Aldebert.

Os investigadores tentam descobrir ainda se o jovem operador da bolsa agiu sozinho ou com ajuda de mais alguém, e tentam entender como ele conseguiu burlar os sistemas de controle das transações dos mercados.

Os diretores do Société Générale entregaram arquivos de computador à polícia de finanças, que na sexta-feira realizou uma busca na casa do corretor.

Os investigadores ainda não sabem quais foram as motivações do suspeito, descrito por seus conhecidos como alguém "sério e trabalhador", que parece bastante frágil psicologicamente.

Desde a revelação do caso, o banco Société Générale defende a tese de que Kerviel, que trabalhava desde 2005 na seção "front office", atuou sozinho, o que tem gerado incredulidade no mundo financeiro.

No sábado, o site da revista alemã Spiegel informou que Kerviel havia comprado 140.000 contratos no índice DAX da Alemanha. Eles foram negociados, segundo a publicação, há algumas semanas no mercado Eurex.

"Kerviel entrou no mercado quando o DAX estava nos 8.000 pontos, então a bolsa devia creditar, por dia, 25 euros por contrato à Société Générale por cada ponto ganho. Em contrapartida, por cada ponto perdido sob os 8.000, a bolsa recuperava 25 euros" do banco francês, assinala a publicação.

"O DAX perdeu 600 pontos entre o inicio do ano e 18 de janeiro, e Kerviel provavelmente cerca de dois bilhões de euros, estimam os especialistas", citados pelo Spiegel.

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