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22/01/2008 - O Barriga Verde Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Presos mais integrantes de quadrilha que fraudava Estado


Mais quatro pessoas suspeitas de integrar a quadrilha que aplicou golpe R$ 4 milhões no governo do Estado, através de créditos inexistentes do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) foram presas neste final de semana.

São elas Tânia Mirian Mounic Lago, mulher do ex-fiscal da Fazenda, Henrique Garagorri Lago, Scheyla Perine, ex-esposa do comerciante João Eudes Aparício, além dos empresários Gunther Reinhard Siegel e Richard Albert Siegel.

Também foi expedido mandado de prisão preventiva de Anair Mounic, sogra de Henrique que é o principal suspeito de ser o chefe da quadrilha, que mora no Rio Grande do Sul.

Na primeira etapa da operação foram presos além de Henrique e João, os contadores Arcanjo Dolzan e Vilmar Meneghelli e o casal de empresários Haroldo e Magrid Lohse. Destes a juíza Cinthia Beatriz Bittencourt liberou Ancanjo, que por questões de saúde encontra-se em prisão domiciliar.

A polícia continua a procura do casal de empresários Nelson e Karin Lohse, do filho Daniel e do ex-fiscal da Fazenda, Vivaldo João Martini. Todos tiveram a prisão preventiva decretada. De acordo com a juíza, não existe um prazo determinado para liberá-los. “Tudo vai depender dos depoimentos”. Na ação civil pública impetrada em 2004 os bens dos suspeitos foram seqüestrados.

Com base em denúncias formalizadas por funcionários da Regional da Secretaria de Estado da Fazenda, o Ministério Público Estadual passou a investigar a ação da quadrilha, que agiu na região do Alto Vale do Itajaí. Proprietários de empresas que estavam desativadas receberam comunicação que tinham impostos a pagar. Mas as notas tinham sido emitidas após o encerramento das atividades.

Ao procurar o contador os empresários descobriram que haviam sido inseridas informações falsas no bloco de notas. O dinheiro era retirado sem que fosse aplicado na compra de mercadorias. O valor era dividido entre os envolvidos no golpe, que não possuíam nenhuma relação com a empresa que havia emitido a nota fiscal.

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