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15/01/2008 - Correio da Manhã Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Carteiro roubava cheques

Por: Pedro Sales Dias


Um carteiro de Vila Nova de Gaia e 13 amigos terão furtado 336 cheques emitidos pela Segurança Social, num valor superior a 118 mil euros.

O julgamento dos 14 arguidos, acusados de vários crimes de roubo, peculato, falsificação de documentos e burla, começa hoje no Tribunal de São João Novo, no Porto.

Entre Abril de 2001 e Outubro de 2003, o carteiro, Acácio – que se encontrava a trabalhar no Centro de Distribuição Postal de Gaia –, apoderou-se de vários cheques do Centro Regional de Segurança Social do Norte relativos a subsídios de sobrevivência, doença, desemprego e prestações familiares.

Os cheques que vinham dentro de cartas enviadas de toda a zona Norte eram levantados pelos seus colaboradores, alguns dos quais familiares, sendo que Acácio ficava com metade dos lucros. O restante era dividido pelos outros arguidos no processo.

Segundo a acusação deduzida pelo Ministério Público, todos “agiram de forma organizada e planeada ao se apropriarem de cheques e auferindo desta forma de elevados ganhos”. Só um dos arguidos levantou 63 cheques com que totalizou mais de 21 mil euros.

Neste plano apelidado pelo MP de “programa criminoso”, cada um tinha uma “função especifica”.

TAPAVA AS CÂMARAS

Para não ser descoberto, Acácio retirava de manhã cedo os cheques de outras bancas do centro sobre as quais não tinha responsabilidades. E no processo tapava ainda a câmara de videovigilância com uma das mãos para não ser filmado.

No final do turno, marcava encontro com os colaboradores na Baixa do Porto, ou na Avenida da República em Gaia, para entregar em mão os cheques que seriam depois sujeitos a cobrança, durante a qual alguns arguidos chegavam a falsificar as assinaturas dos legítimos endossados.

Tudo terá sido possível graças à “inexistência de um rigoroso controlo no tratamento da correspondência”.

Acácio acabou suspenso de exercer funções como carteiro e colocado em prisão preventiva, medida revogada em 17 de Dezembro de 2003. E os restantes arguidos foram sujeitos a apresentações semanais no posto policial da sua área de residência.

Dos 14 arguidos acusados de associação criminosa, dois estão também indiciados do crime de receptação.

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