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11/01/2008 - Tribuna do Norte Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia desvenda esquema para lesar empresários


A Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas (Dedc) desmantelou ontem um esquema milionário que enganou empresários em Curitiba. Cleverson Luís Alves da Silva, 29 anos, e José Antônio Rossoni, 57, foram presos acusados de participar de uma quadrilha falsificava documentos de arrecadação de receitas federais (Darf) para realizar a cobrança nas empresas e desviar o dinheiro do pagamento para contas pessoais. De acordo com a polícia, somente em levantamento preliminar, o golpe já atingiu mais de R$ 2 milhões.

“As investigações começaram há cerca de um ano, baseadas em inquéritos de empresas vítimas, que denunciaram ter pago impostos por meio de motoboys contratados e, quando foram solicitar a certidão negativa, verificavam que as taxas não haviam sido pagas integralmente”, contou o delegado Vinicius Augustus de Carvalho.

Silva e Rossoni foram presos na porta de uma agência bancária da Rua Padre Anchieta, na tarde de quinta-feira (10). “Eles iriam quitar a guia de uma empresa, quando conseguimos prendê-los em flagrante”, contou o delegado. Na seqüência, os policiais foram até a residência de Rossoni, e encontraram cartões das empresas fantasma que administrava, farta documentação que comprova a fraude, além de identificar outras empresas que foram vítimas do golpe.

De acordo com o delegado, Rossoni, que utilizava o nome falso de Enéas Marques de Miranda, era o mentor dos golpes e prometia a motoboys 10% do valor arrecadado, desde que fossem às empresas prestar o serviço de recolhimento de impostos e pagamento das guias junto ao banco. Silva foi o único motoboy preso, mas a polícia acredita que existam mais envolvidos. “Cada vez que uma empresa solicitasse o serviço de Rossoni para pagar o imposto, ele ligava para os motoboys”.

De acordo com o delegado, os motoboys iam às empresas solicitantes receber o valor a ser pago junto com as guias, para fazer o pagamento no banco. No entanto, a partir daí, Rossoni confeccionava uma guia falsificada com apenas 10% do valor a ser recolhido e fazia o pagamento com a guia falsificada. O cheque da empresa vítima era depositado em empresas fantasmas montadas por Rossoni, justamente para receber estes valores. Na hora de devolver a guia ao cliente, de acordo com a polícia, era feita uma autenticação eletrônica falsificada na guia original, para que o cliente não desconfiasse do golpe.

“As empresas somente iriam perceber o golpe quando fossem solicitar uma certidão negativa e notavam que os impostos não haviam sido pagos integralmente, tendo que pagar tudo de novo e estando sujeitos até a penalidades”, contou o delegado.

As empresas fantasma que Rossoni administrava eram montadas com nomes de laranjas ou com documentos falsificados de pessoas que já morreram. Os cartões de banco encontrados na casa de Rossoni continham os nomes das empresas: SO – Serviços e Consertos ER, Bom Gosto Refeições Congeladas, Technical Promote e Técnicas Ltda., SP – Locações e Administração de Condomínios Ltda., SPA – Locação de Equipamentos e Administração de Condomínios, Associação C. Ind. Crv. Pr. Ass. Pr., Tower and H. C. Civil Ltda.

Rossoni e Silva serão indiciados por estelionato e falsificação de documento público, com pena prevista de até 10 anos de prisão. “Ainda vamos investigar a participação de outros motoboys no golpe e tentar levantar quantas empresas foram vítimas”, concluiu o delegado.

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