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12/01/2008 - Jornal da Cidade de Bauru Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

‘Gatos’ na rede de água geram prejuízo de R$ 36 mil ao DAE

Por: Thatiza Curuci


Enquanto a maioria dos munícipes utiliza a água e paga suas contas, uma pequena parcela dos bauruenses não faz o mesmo. No ano passado, cerca de R$ 36 mil deixaram de entrar para a receita do Departamento de Água e Esgoto (DAE), segundo estimativa do Jornal da Cidade, devido a ligações clandestinas ou adulterações nos hidrômetros.

O órgão informou que não é possível contabilizar a perda, mas com base nos dados da quantia de irregularidades detectadas pelos fiscais em 2007 e o gasto médio por família, a reportagem fez a estimativa de perda financeira com o auxílio de um economista.

Cerca de 70% das residências consomem até 20 mil litros de água por mês e gastam, em média, R$ 37,00 com a conta de água. Ao multiplicar o valor com os 992 casos de irregularidades nos hidrômetros constatados só no ano passado, chega-se ao prejuízo de R$ 36 mil.

O tipo de irregularidade mais comum é aquela em que o hidrômetro é violado. Este caso acontece quando o consumidor teve a água cortada por falta de pagamento e o hidrômetro foi lacrado por um fiscal. Para continuar consumindo água, ele rompe o lacre. Em 2007, o DAE detectou 515 aparelhos violados. Em segundo lugar estão os hidrômetros travados. “A pessoa coloca pedaço de madeira, de arame ou mesmo de canudinho plástico para travar o hidrômetro. Esse tipo de problema é comum”, explica o chefe de fiscalização do órgão, Moisés Venâncio. Os aparelhos travados foram detectados em 275 casos. Houve outros tipos de irregularidades detectadas: ligação direta com a água da rua, ligação clandestina e hidrômetro invertido. Neste último caso, o consumo diminui ao invés de contar o gasto mensal.

Os casos ilegais são constatados através de vistorias de rotina dos fiscais, de denúncias de moradores e da leitura diária dos funcionários dos Correios. Segundo informações da assessoria de comunicação, o DAE consegue acompanhar o consumo diário médio por residência ou estabelecimento e detecta diferenças no consumo de água. Com base nessas informações diárias, a fiscalização é direcionada para o imóvel que apresenta divergências no consumo médio. Consumidores de classes sociais altas, classe média e baixa cometem esses tipos de fraudes.

“Em alguns casos, são os próprios vizinhos que ligam para o DAE e informam quando alguém está gastando água exageradamente, por exemplo, lavando a calçada todos os dias. Então, o fiscal vai até o local para analisar o que está acontecendo”, diz Venâncio.

Quem comete esse tipo de infração paga multa e ainda tem que desembolsar taxas devidas de corte e religação. A multa é de R$ 90,00 para todos os casos e o pagamento da diferença de consumo verificado.

Os R$ 36 mil que poderiam ter sido arrecadados no ano passado significam cerca de 0,1% da receita que o DAE teve o ano passado - cerca de R$ 46 milhões - mas o consumidor sabe que alguém terá que pagar a conta de quem tem o hidrômetro irregular.


• Serviço

O telefone do DAE para denúncia e serviços é 0800 7710195.


Uso consciente

O presidente do DAE, José Clemente Rezende, salienta que é importante conscientizar a população a não praticar essas irregularidades pois é com essa receita, que são os recursos arrecadados através das contas de água, que o DAE executa novas redes, efetua manutenção em vazamentos, aquisição de novas viaturas, enfim, investe em saneamento e ampliação de abastecimento de água, em benefício da própria comunidade.

Na casa da psicóloga Mariane Fonseca, a família toda se empenha em economizar a água e cuidar do meio ambiente, especialmente os filhos Pedro, 13 anos, e Caetano, 11 anos. “Meus filhos aprendem na escola sobre aquecimento global e a escassez da água e têm atitudes conscientes”, salienta a mãe. Na casa dela o banho é rápido e a calçada só é lavada quando há necessidade. “Meus filhos sabem que o dinheiro que gastaríamos com a conta de água pode ser usado para o lazer da família”, argumenta Fonseca.

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