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09/01/2008 - O Povo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Clonadores realizavam seqüestro-virtual

Por: Nicolau Araújo


A Polícia acredita que as contas bancárias apropriadas de maneira fraudulenta, por uma quadrilha de estelionatários, foram usadas para depósitos de vítimas de golpes de seqüestro-virtual e do número premiado. Segundo a delegada Ana Lúcia Moreira de Almeida, titular do 5º Distrito (Parangaba), o grupo furtava e roubava cartões bancários e conseguia movimentar as contas, enquanto os cartões estavam bloqueados.

"Como a quadrilha conseguia desbloquear os cartões ainda é um mistério para a Polícia. Mas já conseguimos identificar um hacker, que era responsável por essa função. Ele está sendo procurado. O grupo movimentava as contas, enquanto o titular acreditava que o cartão estava bloqueado. Essa apropriação indevida não durava mais que três ou quatro dias", comentou a delegada.

"Normalmente, as quadrilhas abrem contas em nome de 'laranjas' para depósitos das vítimas dos golpes. Mas a Polícia acaba rastreando as contas e chegando aos 'laranjas' e aos golpistas. Agora a novidade é que qualquer cidadão pode ter a sua conta utilizada por estelionatários, desde que tenham seus cartões bancários roubados, furtados ou mesmo perdidos. É fundamental descobrirmos como o grupo consegue desbloquear os cartões, como ainda se há envolvimento de funcionários dos estabelecimentos bancários", completou.

Prisões

A quadrilha foi desarticulada na última segunda-feira, por policiais do 5º Distrito e da Força Tática de Apoio (FTA), com a prisão de dois integrantes. De acordo com a Polícia, Raimundo Antônio de Menezes Rodrigues, 24 anos, foi preso quando movimentava uma conta com a quantia de R$ 3,5 mil em uma agência da Parangaba. A titular, uma supervisora de caixa, 24 anos, teve o cartão furtado havia três dias. Em depoimento, ela disse que o banco havia bloqueado o seu cartão e que nunca havia tido mais do que R$ 600 em conta.

Outras duas pessoas também foram detidas. Antônio Carlos de Lima, 48 anos, e Alequisandra Fernandes dos Santos Lopes, 30 anos, sendo que a segunda foi liberada pelo motivo da abordagem não ter sido em flagrante. "Mas ela foi indiciada e seu envolvimento está comprovado, inclusive com a sua função no bando. Era ela quem distribuía os cartões desbloqueados ou clonados, para a movimentação bancária", ressaltou a titular do 5º Distrito.

A indiciada é esposa do ex-presidiário Antônio Jaquelco de Freitas, 31 anos, que também foi indiciado no inquérito, mas se encontra foragido. Ele está sendo investigado como um dos homens que aplicavam os golpes. Segundo a delegada Ana Lúcia, Jaquelco de Freitas teve recentemente todos os seus bens confiscados pela Justiça, por conta de práticas em crimes de estelionato. Também se encontra foragido a pessoa apontada como o líder da quadrilha, um homem de 24 anos. Uma policial está sob investigação. Ela teria acesso aos dados de cartões furtados, roubados ou perdidos.

OS GOLPES

Seqüestro-virtual

A vítima atende uma ligação, geralmente a cobrar, e ouve choros do outro lado da linha. Ao falar o nome de uma pessoa próxima, o golpista assume a ligação e diz que está em poder da pessoa que a vítima acabou de pronunciar o nome. Aos gritos e com ameaças constantes, o golpista exige que a vítima faça um depósito bancário ou compre cartões telefônicos pré-pagos para a liberação do "refém". Durante todo o golpe, o criminoso faz com que a vítima não desligue o celular ou procure ajuda.

Número premiado

A vítima recebe uma mensagem pelo celular, que informa sobre o ganho de um carro ou qualquer outro prêmio. Ao discar para o número, geralmente um celular, a vítima ouve que seu número telefônico foi sorteado em uma campanha de uma emissora de tevê ou de uma marca famosa no mercado. Para garantir o prêmio, a vítima terá que doar produtos alimentícios a uma instituição de caridade (a medida é para gerar um sentimento de veracidade ao golpe) e realizar um depósito bancário para despesas com frete ou adquirir cartões pré-pagos para ganhar também celulares.

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