Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

03/01/2008 - Jornal de Angola Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia apreende em Cabinda mais de 3 milhões de dólares falsos

Por: Alberto Coelho


A Polícia Nacional apreendeu em Cabinda três milhões e 200 mil dólares falsos, na sequência de uma operação de busca dirigida a um grupo de falsificadores de moeda estrangeira.
O grupo, de quatro elementos, nomeadamente Gustavo Lelo Chala, de nacionalidade angolana, Tchassa Tchassa, Mário Mabiala e Tembo Dembe, cidadãos da República Democrática do Congo (RDC), pretendia introduzir o referido valor monetário no mercado informal e no circuito bancário.
Segundo o director provincial adjunto da Polícia de Investigação Criminal, intendente Oliveira da Silva, um quinto cidadão, de nacionalidade angolana, cujo nome não revelou, foi posto em liberdade pelo Ministério Público, por insuficiência de provas.
Segundo ainda o oficial da Polícia, o dinheiro estava escondido em três maletas com distintivos falsos das Nações Unidas. “Utilizando a insígnia das Nações Unidas é mais fácil ludibriar as pessoas, pois consegue-se assim dar a entender que o dinheiro provem deste organismo para doações.”
Para além do dinheiro foi também apreendido um carimbo com os dizeres: “Laboratório Internacional de Lavagem”.
Segundo o intendente Oliveira da Silva, a operação de busca realizou-se a 30 de Dezembro. Uma equipa da Polícia de Investigação Criminal deslocou-se à zona Povo Grande, periferia da cidade, tendo conseguido desmantelar o referido grupo.
De acordo com o intendente Oliveira da Silva, o grupo pretendia injectar de forma faseada no mercado informal e bancário, através de alguns funcionários deso-nestos, acima de 3 milhões de dólares falsos, o que provocaria um grande desfalque à economia do país, e em particular da província.
“Esse é o seu “modus operandi” para aquisição de valores reais. Pretendiam introduzir nas agências bancárias o dinheiro falso para poderem de lá tirar o verdadeiro valor em dólares”, explicou.
Questionado sobre como fariam para introduzir o dinheiro falso no mercado informal, o intendente Oliveira da Silva explicou: “Primeiro eles seleccionam a vítima. Depois criam uma equipa para convencê-la a fazer um suposto negócio que resulta em grandes benefícios, dos quais a vítima recebe uma percentagem de 30%. O inocente receberia dinheiro falso, entregando moeda verdadeira e os impostores desapareceriam para nunca mais serem vistos”.
Segundo o oficial da Polícia, os quatro elementos, já a contas com a justiça, incorrem no crime de falsificação de moeda estrangeira, que é sancionado com uma pena que vai de 4 a 8 anos de prisão, podendo a mesma ser agravada para 12 anos.
A prisão deles foi legalizada pelo Ministério Público no passado dia 31 de Dezembro. “Vamos agora entrar na fase subsequente, que é a busca de provas. Tão logo se conclua a instrução preparatória, o processo será remetido a juízo, para então tomar-se a decisão, de acordo com o direito penal.”
Quanto aos estrangeiros, disse que por terem cometido o crime em Angola deverão cumprir a sua pena no país. Logo que termine a pena, o tribunal poderá também sentenciar a sua expulsão compulsiva para o país de origem, uma vez que os referidos cidadãos da República Democrática do Congo encontram-se a viver em Cabinda há mais de 2 anos em situação migratória ilegal.
Segundo Oliveira da Silva, as quatro pessoas detidas são desempregadas e dedicavam-se à acções de burla por defraudação. Apelou os cidadãos a estarem muito atentos com esse tipo de procedimento, que cria desgraças no seio da população. “É preciso denunciá-los oportunamente, para que a Polícia tome medidas”, disse.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 298 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal