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28/12/2007 - O Povo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Lista para a prática de golpes é apreendida no IPPS

Por: Nicolau Araújo


Uma nova lista com números de celulares e contas bancárias foi apreendida ontem em poder dos detentos do Instituto Penal Paulo Sarasate (IPPS), em Aquiraz, Região Metropolitana. Segundo o supervisor do sistema penal, coronel Taumaturgo Granjeiro, que acompanhou a vistoria, o material seria usado para a prática de golpes como "seqüestro-virtual" e "número premiado". Segundo ainda o supervisor, a lista será entregue ao Departamento de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) para rastreamento das contas bancárias e dos números telefônicos. A suspeita é que as contas estejam em nomes de "laranjas" e sejam usadas para os depósitos das vítimas dos golpes virtuais.

Em junho deste ano, no mesmo presídio, duas outras listas foram apreendidas com mais de 200 números telefônicos (prefixos de 13 estados e do Distrito Federal), além de informações sobre 32 contas bancárias. O material está sendo avaliado pelo promotor Francisco Marinho. Algumas ligações foram feitas para câmaras municipais dos estados de Alagoas e Sergipe.

De acordo com a Delegacia de Defraudações do Rio de Janeiro, o Ceará é o Estado em que detentos aplicam mais golpes por celulares. No último mês, o delegado Fernando Vila Pouca apontou que cerca de 100 pessoas seriam vítimas diariamente no estado fluminense de golpistas cearenses. O serviço Disque-Denúncia, da Secretaria da Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro aponta a realização de uma média diária de 15 golpes por telefonia celular, todos originados na Região Metropolitana de Fortaleza.

Seqüestros
Em novembro do ano passado, a Polícia estourou uma central telefônica que estava sendo montada no interior do Instituto Presídio Professor Olavo Oliveira (IPPOO I), no Itaperi. A ação dos detentos somente foi descoberta porque policiais da Divisão Anti-Seqüestro (DAS) investigavam o seqüestro de um estudante de 23 anos e conseguiram rastrear a quadrilha de seqüestradores. Segundo o delegado Jaime de Paula Pessoa, três detentos do presídio participaram do seqüestro. Com eles, foram encontrados vários celulares, equipamentos para conserto dos aparelhos, além de cadernos de anotações. De acordo com o Ministério Público, pelo menos cinco seqüestros teriam sido planejados e coordenados de dentro dos presídios cearenses.

A vistoria no maior presídio do Estado ainda resultou nas apreensões de 37 aparelhos celulares, 24 carregadores, três chips, sete baterias, 110 pedras de crack, 10 papelotes de crack, 23 trouxinhas de maconha, 110 papelotes de cocaína, 119 comprimidos de psicotrópicos, 35 litros de cachaça artesanal (feita à base de arroz fermentado), um destilador, 25 barras de ferro e 17 cossocos (facas artesanais). O detento Rogério Pereira Gonçalves, o Cachorrão, foi autuado na Delegacia de Itaitinga, por tráfico de drogas. Um outro preso também será indiciado pelo mesmo crime, após ser identificado. Até a noite de ontem, ele havia fornecido dois nomes falsos à Polícia. Nos próximos dias, o Pavilhão 7 voltará a funcionar. Ele havia sido danificado em uma rebelião, no último mês de julho.

COMO FUNCIONAM OS GOLPES

Seqüestro virtual
A vítima atende uma ligação, geralmente a cobrar, e ouve choros do outro lado da linha. Ao falar o nome de uma pessoa próxima, o golpista assume a ligação e diz que está em poder da pessoa que a vítima acabou de pronunciar o nome. Aos gritos e com ameaças constantes, o golpista exige que a vítima faça um depósito bancário ou compre cartões telefônicos pré-pagos para a liberação do "refém". Durante todo o golpe, o criminoso faz com que a vítima não desligue o celular ou procure ajuda.

Número premiado
A vítima recebe uma mensagem pelo celular, que informa sobre o ganho de um carro ou qualquer outro prêmio. Ao discar para o número, geralmente um celular, a vítima ouve que seu número telefônico foi sorteado em uma campanha de uma emissora de tevê ou de uma marca famosa no mercado. Para garantir o prêmio, a vítima terá que doar produtos alimentícios a uma instituição de caridade (a medida é para gerar um sentimento de veracidade ao golpe) e realizar um depósito bancário para despesas com frete ou adquirir cartões pré-pagos para ganhar também celulares.

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