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22/12/2007 - Gazeta de Limeira Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

“Vovó” de 74 anos reforça aposentadoria com golpes

Por: Assis Cavalcante


bisnetos, conforme ela mesma diz. A idade avançada, com jeito de vovó é um dos trunfos que ela usa para persuadir pessoas a cair em golpes chamados “contos-do-vigário”, na região central. Detida às 14h de ontem pela Guarda Municipal, ela admitiu que agia com dois comparsas - que não foram localizados - e ficava com parte do dinheiro.

À primeira vista, a idosa não parece a golpista confessa, que registra quatro passagens por estelionato, lesão corporal e que saiu da cadeia há sete anos. “As pessoas é que crescem os olhos, tentando ganhar um presente, uma recompensa e dá o dinheiro em nossas mãos”, justifica. Ela disse que seu trabalho é apenas parar a pessoa na saída do banco e perguntar se o pacote de dinheiro ou cartão que diz ter achado lhe pertencem.
O restante do trabalho fica por conta de seus comparsas, que entram na história e convencem a pessoa de que por ser tão honesta, merece uma recompensa. Geralmente um dos comparsas passa-se por dono de loja e oferece um presente à vítima pela honestidade, e acaba convencendo-o a deixar com ele seus pertences, enquanto vai buscar a gratificação prometida. Quando a vítima retorna, já não encontra mais ninguém.
O “pacote de dinheiro” que ela se refere é nada mais que papéis dobrados como se fossem cédulas, com uma nota verdadeira estrategicamente dobrada entre os maços presos com elástico, dando a entender que trata-se de um grande montante em dinheiro. Um pacote desse jeito foi apreendido pelo inspetor Aurélio, subinspetor Stefenutto e GMs Alex e Carvalho, no momento em que ela foi detida, ao tentar fugir em um táxi.

COMPARSAS

Segundo os GMs, a idosa não deu sorte ao tentar abordar uma pretensa vítima que já conhecia o golpe, por ter lido a respeito na imprensa local. Uma testemunha percebeu a tentativa de golpe e acionou a equipe, que estava nas proximidades. O denunciante apontou a idosa na Praça Luciano Esteves, mas ela tratou de fugir ao perceber que eles iam em sua direção. Entrou rapidamente em um táxi, mas o veículo foi interceptado.
Inicialmente, a idosa tentou desconversar, mas quando já estava no 1º DP, relatava o modo com que ela e os comparsas praticavam os golpes. Ela disse que seus comparsas eram um homem e uma mulher, que diz apenas chamarem-se “Joaquim” e “Romilda”. Eles estariam de cidade em cidade desde terça-feira, hospedando-se em hotéis e aplicando golpes. Em Limeira, eles teriam desembarcado ontem mesmo. Ela reside em Mogi das Cruzes.
“Eles me davam apenas algum dinheiro, parte do ‘apurado’, algo como R$ 100, R$ 150 dependendo do que render”, disse. Segundo elas as vítimas são escolhidas pelo homem, que fica dentro do banco, observando quem saca muito dinheiro. “Logo ele me fala quem eu devo abordar. Paro a pessoa e depois, os outros (os comparsas) ficam convencendo a pessoa a receber a recompensa e cair no golpe”, relatou.

“GRÁVIDAS, NÃO”

Apesar de confessar envolvimento em seguidos casos de estelionato, M. seguiu a tática de não falar muito a respeito dos comparsas. “Eles estão por aí, num Fusquinha marrom”, falou. “Ela (a suposta Romilda) me chamou dizendo que precisava levantar um dinheiro pro Natal”, falou. Ela disse ser aposentada desde os 60 anos, mas reclamou dos R$ 380 que recebe mensalmente. “É muito pouco”, frisou.
Ela disse que ainda não havia conseguido sucesso na cidade. Mas os GMs apreenderam com ela R$ 110, além de um recibo de depósito efetuado pela manhã na agência do Bradesco. Outros R$ 150 estavam em seu sutiã. Enquanto era entrevistada, tentava esconder o rosto com uma bolsa. Segundo Aurélio, os golpistas têm como hábito aplicar golpes diariamente em cidades diferentes, para não ficarem visados.
Questionada se sentia remorso após aplicar golpe, retirando economias de pessoas simples, a “vovó golpista” sustentou moralidade. “Ah, eu não pego grávidas, deficientes e aposentados. Quando mandam eu fazer com eles, me recuso, digo, ‘ah, não’. Não vale a pena, a gente acaba pagando”. Como não foram encontradas vítimas, o caso foi registrado como “averiguação” e a estelionatária confessa foi liberada.

Golpes aumentam nos finais de ano

O volume maior da circulação de dinheiro, por conta do pagamento do 13º salário e compras de Natal fazem com que os finais de ano registrem aumento nos casos de estelionato. Em meio à correria das últimas compras de Natal e a movimentação nas ruas do Centro, uma senhora de 74 anos praticava o chamado “conto-do-vigário”. Na tarde de ontem, M.G.V.F. estava praticando o golpe, quando o Esquadrão Tático foi acionado na região central da cidade. Imediatamente, o inspetor Aurélio seguiu a denúncia anônima e chegou até a idosa. Segundo ele, M. tentou fugir pegando um táxi, mas logo foi apreendida. Uma das vítimas começou a detalhar como M. estava aplicando o golpe, mas reprimida pelo marido, ela não quis ir à delegacia prestar depoimento. “Ela não foi autuada em flagrante, portanto será feito um Boletim de Ocorrência no 1° DP. Depois será aguardado o depoimento das vítimas”, contou. M. usava um maço de notas de papéis, com duas notas verdadeiras, de R$ 2 e U$$ 1 nas laterais, de forma a parecer um “bolo” de dinheiro. (SA)

Outra vítima perdeu R$ 1,2 mil em golpe

A.C.A., 26 anos, morador do Jardim Anavec registrou ontem queixa de estelionato no 1º DP, em que foi lesado em R$ 1,2 mil. Ele foi abordado por uma mulher às 14h na Praça Toledo Barros, após sair da agência da CEF, após deparar com alguns documentos no chão. Outra mulher surgiu, dizendo ser dona dos objetos e propôs recompensá-lo, junto com a outra mulher. Ele foi convencido a retirar seu presente em determinado endereço e persuadido a deixar a pasta com o dinheiro com as duas mulheres. No local onde retiraria o prêmio, deveria entregar uma Nota Promissória de R$ 5,5 mil e um cheque de R$ 6,2 mil. Além de não encontrar o endereço indicado, não viu mais as golpistas. Além do dinheiro, ficou sem documentos pessoais e celular.
A primeira mulher era de estatura média, loira com cabelos cacheados, camiseta dourada e calça bege.
A outra era branca, de estatura média, cabelos escuros, usava calça jeans e camisa branca. (AC)

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