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20/12/2007 - Diário de Cuiabá Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Beatriz atuava na ‘limpeza’ de fichas

Por: Aline Chagas


Inquérito encerrado ontem pelo Cisc Coxipó traz indícios de que a ex-escrevente Beatriz Árias tinha forte influência em órgãos que tratam diretamente das fichas criminais dos presos de Mato Grosso e nos presídios. Durante as investigações da Operação Primavera Branca, que culminou no segundo indiciamento de Árias em menos de quinze dias, a Polícia Civil conseguiu apurar que ela agia para facilitar a atuação de uma quadrilha de tráfico de drogas no Estado e uma das formas era limpar o máximo possível as fichas criminais dos traficantes, para facilitar a passagem deles por barreiras policiais.

Para o delegado do Cisc Coxipó, Pedro Frederico Antunes, Beatriz agia dessa forma porque existem falhas no sistema e porque tem grande conhecimento dos trâmites judiciais, devido ao tempo que trabalhou no Poder Judiciário. “Beatriz conhece muita gente importante. Mas não chegamos ao mérito de investigar essas pessoas, porque nosso foco é o tráfico”, disse o delegado.

Há alguns meses existem indícios da participação de Árias na quadrilha. Na Operação Ártemis, quando Beatriz foi presa por participação no esquema de corrupção na 2ª Vara Criminal de Cuiabá, pelo qual também foi indiciada, a polícia conseguiu apreender documentos que comprovaram o envolvimento dela com os traficantes.

A ex-escrevente e mais quatro traficantes foram indiciados ontem pelo delegado do Cisc Coxipó, Pedro Frederico Antunes. Entre os indiciados está Wilber Martins Rodrigues, preso por tráfico em novembro em Alto Araguaia, considerado líder do grupo. O traficante seria amigo de Beatriz há mais de 15 anos, já que morava na mesma rua e que a ex-escrevente, em Cuiabá.

Também foram indiciados Edson José da Silva, Joseliano Silva e um traficante que não teve o nome revelado pela Polícia Civil porque ainda não foi preso. Além do traficante ainda não capturado, Wilber Martins é o único que está solto. Há duas semanas, Wilber conseguiu um habeas corpus e desapareceu. Dois dias depois, a Justiça acatou um pedido de prisão preventiva contra ele. Wilber agora é considerado foragido. Todos os indiciados tiveram pedidos de prisão preventiva acatados.

O inquérito entregue ontem à Justiça começou em meados de abril e foi dividido em três partes. O primeiro teve o auge em junho, com a Operação Escuma, que desbaratou a parte da quadrilha que fazia tráfico de entorpecentes de pequeno porte, com revenda para usuários. Na primeira operação, cinco pessoas foram presas, sendo um menor em Cuiabá e quatro traficantes em Campo Verde.

O segundo momento trouxe à tona um esquema de fornecimento de tráfico para municípios do interior, com a operação denominada Cabral, porque estourou uma boca-de-fumo no bairro Osmar Cabral, em Cuiabá. Nessa operação, o traficante Sebastião Lauzi Amorim, o “Dandão”, considerado um dos braços direitos de Wilber, foi preso pela Polícia Civil com mais quatro pessoas. As três partes reunidas constituem a Operação Primavera Branca.

Por último, em novembro, a operação Gaiola desbaratou a parte de gerenciamento da quadrilha e revelou a forma como eles encaminhavam os entorpecentes, pasta-base, para outros estados.

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