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20/12/2007 - clicabrasilia.com.br Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpe é frustrado no Guará


Policiais militares do 4º Batalhão (Guará) prenderam, em flagrante, na manhã de ontem, dois homens acusados de inserir um dispositivo para clonar cartões (conhecido popularmente como chupa-cabras) em um caixa eletrônico do Banco do Brasil, na Feira do Guará, onde passam milhares de pessoas por dia, principalmente nesta época de festas.

Uma testemunha, que preferiu não se identificar, disse que os bandidos, Antônio Marcos da Conceição, 28 anos, e Willians Rodrigues da Silva, 29 – este último portava uma carteira de trabalho falsa com o nome de Marcos Cristian da Silva – chegaram à feira por volta das 6h30. Ela contou que passou a observar a dupla e acionou a polícia, por volta das 8h30. "Achei estranho ficarem tanto tempo sem fazer nada próximo ao caixa eletrônico e resolvi chamar a polícia", relata.

De acordo com o sargento Amaurílio Lourenço, que atendeu a ocorrência, quando sua equipe chegou ao local, os dois ficaram nervosos e entraram em contradição. Desconfiados, os PMs foram até o terminal e, com a ajuda de um técnico do banco, descobriram a fraude. "Após descobrirmos o golpe, efetuamos a prisão", relatou o sargento.

Fraude

A dupla foi encaminhada para a Delegacia de Repressão a Furtos (DRF) e responderá pelo crime de tentativa de furto mediante fraude. A pena varia de 2 a 14 anos de reclusão. Havia, ainda, um terceiro suspeito, que fugiu do local antes da chegada da polícia.

Segundo o delegado-adjunto da DRF, Luiz Henrique Sampaio, a dupla pode fazer parte de uma quadrilha que pratica esta modalidade de crime em locais de grande aglomeração no DF. "Existe uma quadrilha especializada em clonar cartões atuando no DF, principalmente em terminais onde não há muita vigilância e muita gente", explicou.

Esta não é a primeira vez que a dupla é flagrada praticando crimes. Em 2005, Willians havia sido condenado pelo mesmo delito. Na época, ele foi detido com quase R$ 20 mil, oriundos de golpes pela internet. De acordo com o delegado, Willians recrutava hackers para colherem informações de correntistas que faziam transações bancárias pela rede. Para não levantar suspeita, ele também usava contas de laranjas para distribuir o dinheiro arrecadado com os golpes. Willians também responde por dois outros crimes em liberdade provisória: furto e assalto à mão armada. Já Antônio tinha passagem por furto.

Feira é alvo preferido

A Feira do Guará parece ser um dos locais preferidos dos bandidos que colhem informações de correntistas em caixas eletrônicos. Desde o início do ano, a DRF registrou cinco golpes desta natureza nos dois terminais existentes no local (além do o do BB, tem o do BRB). As operações resultaram em nove prisões.

O delegado Luiz Henrique Sampaio acredita que este tipo de crime tem aumentado devido à popularização dos cartões de crédito e débito no DF. "Hoje, a maioria das pessoas faz compras com cartões. Isso chama a atenção destas pessoas, que descobrem mecanismos capazes de copiar senhas e outras informações", ressaltou.

Uma recomendação para não ser mais uma vítima do golpe é evitar fazer transações bancárias em terminais eletrônicos independentes das agências. O delegado diz que 90% dos crimes são praticados nestes caixas, que geralmente são desprovidos de vigilância. "O conselho é sempre sacar dinheiro em agências bancárias e não em terminais isolados, pois facilita a ação dos marginais", acentuou.

Capacidade ampla

No mercado negro, a máquina de coleta de informações bancárias custa em torno de R$ 5 mil, segundo o delegado. Ele afirma que, dependendo da capacidade de armazenamento de cada dispositivo, o "chupa-cabras" pode armazenar mais de 500 informações bancárias. Sampaio calcula que, com apenas um aparelho, os criminosos conseguem lucrar aproximadamente R$ 300 mil. "É um cartão que pode armazenar muitas informações, por isso todo cuidado é pouco", ressaltou.

A microempresária Fabiana Teixeira, de 29 anos, estava preocupada. Ontem, ela sacou R$ 200, às 8h, no horário que Antônio e Willians tentavam aplicar o golpe na Feira do Guará. Após descobrir que o caixa-eletrônico, onde havia retirado o dinheiro, estava com um chupa-cabras, Fabiana tratou de pedir explicações aos policiais.

A microempresária só ficou mais tranqüila depois que um deles informou que os dados copiados naquele dia ainda não tinham sido utilizados pelos criminosos. "Acabei de sacar o dinheiro. Apesar de falarem (PMs) que eles não tinham utilizado minha senha, só vou me tranqüilizar totalmente quando eu conferir minha fatura do cartão de crédito", preocupou-se.

Dicas


  • Procure fazer transações bancárias em agências. Evite terminais independentes como feiras, shoppings ou postos de gasolina
  • Fique atento a pessoas estranhas nos arredores do terminal
  • Se o cartão ficar retido no caixa eletrônico, não digite a senha e tecle cancele para anular qualquer operação
  • Caso a máquina apresnte defeito, sempre aperte a tecla cancela e não saia do local com o cartão ainda no terminal
  • Se perceber algum dispositivo estranho no caixa, comunique ao banco responsável imediatamente
  • Lembre-se que terminais instalados longe das agência s bancárias não têm vigilantes, o que aumenta o perigo
  • Evite usar terminais à noite
  • Não forneça a senha do cartão a ninguém, mesmo que a pessoa se identifique como funcionário do banco
  • Quando for digitar a senha no caixa eletrônico, tenha o cuidado de fazer isto sem que a pessoa que está atrás perceba que números está teclando

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