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15/12/2007 - Olhão.com Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

A indústria da fraude em alta

Por: Fátima Murad


Deve ter muito esperto por aí dizendo a si mesmo com um sorriso matreiro nos lábios, como a prostituta Bebel: “Se dei bem...” A quantidade de tentativas de fraude em concursos descobertos recentemente serve de parâmetro para imaginarmos quantas outras já devem ter se consumado.

Só nos últimos dias, foram suspensas as provas para os cargos de técnico de atividade judiciária e analista judiciário do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que seriam realizadas neste domingo, para agentes do Departamento de Polícia Rodoviária Federal, no domingo passado, e a primeira fase do Exame da Ordem dos Advogados de São Paulo, no mesmo dia. Ainda na quarta-feira, o secretário estadual de Educação do Rio de Janeiro determinou a anulação do concurso para professores que chegou a ser realizado no fim de semana anterior por suspeita de vazamento dos gabaritos.

Outro dado assombroso vem corroborar a pujança dessa verdadeira indústria da fraude. Segundo informações do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, foram registradas só este ano 48 denúncias de falsos médicos e 22 de exercício ilegal da medicina, mais que o dobro das ocorrências do ano passado e quase três vezes as de 2005.

O mais grave é que os falsários não apenas atuam em consultórios particulares, como, mediante documentação forjada, chegam a ser contratados pelos serviços públicos de saúde, pondo em risco a vida da população.

À parte a questão policial envolvendo todos esses casos de compra e venda de gabaritos e de diplomas, todos sob investigação, há um aspecto ético subjacente que é mais preocupante: a lógica de “se dar bem” custe o que custar, doa a quem doer, muito enraizada em nossa sociedade.

Todos os dias nos deparamos com funcionários e profissionais que deveriam estar a serviço do público, mas que se servem dele sem escrúpulos.

A mesma lógica que opera no “andar de cima”, para usar uma expressão do jornalista Elio Gaspari, entre aqueles que vendem ilusões, quando não favores, nas campanhas eleitorais, e uma vez instalados no poder esquecem de tudo e vão tratar dos próprios interesses. Mas antes de reclamarmos “deles”, é bom olharmos para o próprio nariz.

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