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13/12/2007 - Jornal da Cidade de Bauru Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Aberta temporada de golpes na cidade

Por: Tisa Moraes e Ieda Rodrigues


Final de ano é época de compras e temporada em que os estelionatários entram em ação. De olho no dinheiro dos consumidores, eles também saem às ruas com o objetivo de aplicar golpes. Entusiasmadas com o clima natalino, as pessoas acabam se tornando mais vulneráveis ao diálogo com estranhos, o que aumenta as chances de serem enganadas por um golpista.

Por isso é importante que a população fique atenta, orienta o capitão João da Costa Duarte, comandante da 1.ª Companhia da Polícia Militar de Bauru. “No final do ano aumenta muito a circulação de dinheiro na cidade, então a tendência é que ocorra mais esse tipo de crime e as pessoas precisam redobrar os cuidados”, alerta.

Ele afirma que os golpes do bilhete premiado, do cheque ou do pacote exigem sempre a participação da vítima. Nos três casos, um dos golpistas se faz de vítima – ou porque não sabe como receber o prêmio da loteria, ou porque finge ter perdido um cheque ou um pacote valioso – e oferece alguma recompensa em dinheiro em troca de ajuda.

De acordo com o delegado Silberto Sevilha Martins, titular do 3.º Distrito Policial (DP), normalmente os casos ocorrem próximo a instituições bancárias e estabelecimentos comerciais. O delito atinge especialmente idosos, que são mais vulneráveis a acreditar na bondade de intenções de pessoas estranhas. “Os idosos vêm de uma época em que as pessoas eram mais amáveis. Por isso são o alvo preferido dos estelionatários”, observa.

Anteontem, uma aposentada de 66 anos foi convencida a entregar R$ 15 mil a duas mulheres que a abordaram na rua afirmando estarem com um bilhete premiado nas mãos. “Elas estavam em um carro bonito, muito bem arrumadas. Agora perdi tudo o que eu tinha”, lamenta. Persuadida, a senhora entrou no veículo com as duas mulheres e foi até o banco sacar a quantia em dinheiro.

Martins explica que, geralmente, os estelionatários agem em trio. Enquanto dois homens ludibriam a vítima, outro fica em um local próximo, aguardando dentro de um veículo para agilizar a fuga. Os criminosos, segundo o delegado, seriam oriundos de outras localidades. Eles entrariam na cidade apenas para praticar os golpes, uma estratégia eficaz para dificultar o trabalho de identificação pela polícia.

Só no mês de dezembro, já foram registrados seis casos de estelionato em Bauru. Duas pessoas foram convencidas a sacar certa quantia em dinheiro em troca de vantagens e uma caiu no golpe do pacote. Além disso, duas pessoas foram enganadas em telefonemas que ofereciam prêmios em troca da compra de alguns produtos e de cartões telefônicos, e uma pessoa foi vítima do golpe do falso seqüestro.

No telefone

Segundo informou Martins, os golpes praticados por telefone são sazonais, mas tiveram um aumento substancial neste final de ano em Bauru. Desde a semana passada, o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) tem recebido de dez a 20 ligações por dia de pessoas buscando informações sobre mensagem recebida no telefone celular informando que o titular do aparelho foi premiado com um carro zero quilômetro.

Somente no 3º DP, o delegado registra cerca de cinco boletins de ocorrência por semana em que pessoas relatam ter recebido ligações de pedido de resgate de algum parente. Somente na última segunda-feira, duas pessoas de Bauru procuraram a Polícia Civil para registrar que receberam telefonemas de pessoas dizendo que tinham seqüestrado um familiar e por pouco não caíram no golpe. Em um dos casos, os bandidos pediram R$ 21 mil e em outro, R$ 15 mil.

Uma das vítimas dos golpistas, que preferiu não ter o nome divulgado, mesmo sabendo da existência do golpe, ficou desesperada. “O poder de convencimento é muito grande. Achei que minha filha tinha sido seqüestrada mesmo. Eu cheguei a oferecer um cheque de R$ 600,00 e dizer que ia levantar o restante do dinheiro, quando minha filha chegou em casa”, conta.

Assim como ela, outra mulher procurou ontem o 3º DP e registrou que recebeu um telefonema semelhante, de uma pessoa que pediu R$ 21 mil para soltar a filha. Segundo Martins, a maioria dos golpes por telefone é aplicada por pessoas de presídios do Rio de Janeiro.

“De todas as práticas de estelionato, o golpe do seqüestro é o mais praticado atualmente em Bauru. Mas é também a modalidade em que a vítima perde menos dinheiro”, destaca Martins.

Para ele, isso ocorre pelo fato de a vítima não ser atraída por uma vantagem financeira e, por isso, permanecer em condições de negociar o valor a ser pago. “Em golpes com oferta de recompensa, já registrei casos em que a vítima perdeu mais de R$ 30 mil”, comenta.

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