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12/04/2006 - Folha de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Ministério Público fecha cerco contra oferta de empregos inexistentes

Por: Karen Camacho


O Ministério Público de São Paulo conseguiu liminar contra a empresa de recolocação profissional Interview Trainner Serviços Qualificados de Processamento de Dados por oferecer vaga que não existe. De acordo com a liminar, se a empresa voltar a esse tipo de prática, estará sujeita a multa diária de R$ 50 mil.

De acordo com a promotora Adriana Borghi Fernandes Monteiro, uma das autoras da ação, a empresa é acusada de captar clientes pela internet e por telefone para vagas inexistentes.

"Muitas empresas passaram a operar sem qualquer pudor ou ética, especialmente na forma como desenvolvem o seu marketing, com uso da internet e publicações especializadas, expondo os consumidores às práticas comerciais abusivas", disse a promotora.

Em um dos casos investigados pelo MP, a vítima pagou R$ 2.130 para fazer "avaliação psicológica" de uma vaga em uma rede de supermercados que não existia. A Interview recebeu quatro reclamações no Procon em 2005, sendo duas por serviço não fornecido e uma por propaganda enganosa.

A Folha Online tentou entrar em contato com a empresa e com seus três sócios, mas não houve resposta.

A promotora Adriana Borghi prepara outras ações contra empresas que adotam práticas parecidas após denúncias de consumidores. No Ministério Público, há pelo pelos seis ações prontas contra empresas de captação de vagas.

"A conduta, infelizmente, não é exclusiva da Interview, mas de muitas outras empresas do ramo. Aguardamos decisão semelhante no processo que movemos contra a Gatework, e vamos continuar a coibir esse tipo de atitude de qualquer empresa de recursos humanos", disse a promotora.

A Gatework recebeu, no ano passado, 20 reclamações no Procon, sendo 15 por propaganda enganosa. A gerente de qualidade da empresa, Priscila Molina, disse que a empresa "não vende vagas". "Todas as oportunidades que estão em nosso cadastro existem", disse.

A gerente admitiu que a empresa recebe reclamações e que, em algumas situações, "faz acordo" com o consumidor.

A promotora Adriana Borghi alerta para que o candidato não acredite em vagas fáceis e que, em caso de pedido de teste psicológico, peça todas as informações obre a empresa contratante. "O candidato também pode fazer o teste em qualquer outro lugar e levar até a empresa."

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