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08/10/2017 - O Diário de Mogi Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Idosos são vítimas de estelionato

Por: Natan Lira


No mês do Idoso, um alerta à população da Terceira Idade: 25% dos boletins de ocorrência registrados na Delegacia de Polícia de Proteção ao Idoso (Depi) de Mogi das Cruzes são de estelionato. A delegada titular Vera D’Antracoli atribui os números a um hábito desta parcela da população, de gostar de conversar e falar até mesmo com pessoas desconhecidas e nisso, por ingenuidade, acabam revelando informações pessoais que os oportunistas usam contra eles. “A gente sabe que é uma tradição deles agirem assim. Foram criados em outro momento, outra cultura. Mas muita coisa mudou. Eles chegam a passar telefone e estas pessoas ficam ligando, criam um vínculo e dão o golpe”, observa.

De janeiro a setembro deste ano, a Delegacia havia registrado 116 boletins de ocorrência, 30 deles versaram sobre estelionato. Apesar deste não ser um tipo de ocorrência que a Depi investiga, Vera sente-se no direito de ajudá-los naquele momento e depois encaminhar o boletim à unidade de referência. “A nossa atividade gira em torno do Estatuto do Idoso, que lista 13 crimes, a maior parte deles contra a honra (calúnia, difamação e injúria), além do abandono, destrato do poder público, entre outros.”, conta.
A delegada ressalta que chama a atenção para os valores perdidos nestes casos, geralmente economias de
AVISO Delegada D’Antracoli diz que idosos facilitam as ações

Acessibilidade é desafio a ser encarado em Mogi

Em 2050, 27% da população mogiana será idosa, é o que aponta a projeção da Prefeitura de Mogi com base nos dados da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). Os números mostram que em 2011 a Cidade tinha 41.455 pessoas na Terceira Idade, 10,58% da população total. Hoje, são 53.334, (12,71%).

Atualmente, Mogi oferece 100 vagas em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI). A lista de espera, considerando os candidatos devidamente identificados e cadastrados, é de aproximadamente 20 pessoas.

Para a delegada titular da Delegacia de Polícia de Proteção ao Idoso (Depi), Vera D’Antracoli, a Cidade está se preparando para o futuro, visto o combo de equipamentos para atender às pessoas da Terceira Idade. Ela lista a Vila Dignidade, o Centro Dia do Idoso e o Pró-Híper e a Depi como projetos assertivos, pensados para atender a crescente demanda da população acima dos 60 anos. O ponto fraco, segundo ela, é a falta de acessibilidade, sobretudo na região central. “São calçadas estreitas e que exigem esforços daqueles que, muitas vezes, têm mobilidade reduzida”.

A secretária municipal de Assistência Social, Neusa Marialva, disse que criar políticas públicas para a população idosa é um desafio para as grandes cidades, visto o desafio de atender esta população, em crescimento constante, com qualidade de vida para envelhecer de forma ativa. “Pensando nisso, a gente tem a Coordenadoria do Idoso, dentro da pasta, para buscar uma série de atividades de integração e ressocialização. Além disso, o Estatuto serve hoje como uma bíblia e defende muito bem os integrantes desse grupo”, conta. (N.L.)uma vida inteira e até mesmo bens materiais. “Infelizmente, em pelo menos 50% dos casos a ganância deles também contribui para o desfecho desfavorável a eles. Os oportunistas falam sobre prêmios e oferecem dinheiro fácil e eles acabam caindo”, pontua.
Mas, na visão da policial civil, a mais traumática das situações vivenciadas pelos idosos é o mau trato de parentes e conhecidos. “O tempo passa e ele fica com esta ferida. Nem o trabalho sério da Polícia e Justiça conseguem dirimir esta mágoa, e esta vítima vai ter que continuar convivendo com este parente. É a história do cristal quebrado; jamais é consertado”, pontua.

Já sobre as ocorrências em casas que abrigam as pessoas da Terceira Idade, Vera diz que existem alguns casos, mas são em minoria. “O bom trabalho de fiscalização feito pela esfera administrativa – Prefeitura e Vigilância Sanitária – favorece para que não precise intervenção da Polícia nesses abrigos” conta.
O perfil do denunciante, há quatro anos, analisa, era em sua maioria de mulheres, mas este cenário está mudando. Para ela, isso é reflexo do trabalho realizado pelo seccional Marcos Batalha. “Ele tem um olhar diferenciado e envia para cá os profissionais habilitados para lidar com o idoso. Porque aqui ele quer conversar, contar toda a história dele, para depois chegar ao crime”, diz.

Por fim, Vera orienta que o fator preponderante é a denúncia. Ela diz que após a vítima acionar o órgão competente, as agressões cessam. “Não temos, nestes quatro anos, alguma reincidência. Mas a maior parte dos crimes depende da manifestação do idoso. No primeiro momento, eles aceitam, mas depois vêm aqui pedir para retirar a denúncia. Só que depois que a gente fez o registro, não tem mais como voltar. Com o resultado da ação, eles acabam entendendo que foi o melhor”, conta.

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