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18/10/2017 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Mais de 30 suspeitos são indiciados por golpe que desviou R$ 7,5 milhões em Júlio de Castilhos

Notas falsas eram usadas para receber por soja que não existia. Investigação da polícia apontou que 32 pessoas integravam o esquema criminoso.

Trinta e duas pessoas foram indiciadas por aplicaram um golpe que desviou R$ 7,5 milhões em Júlio de Castilhos, na Região Central do Rio Grande do Sul. A investigação, que corre em segredo de justiça, apontou que um ex-funcionário de uma empresa cerealista usava notas falsas para receber pagamento por soja que não existia.

Segundo a Polícia Civil, um ex-funcionário do comérco de cereais Agrodeltha convenceu agricultores a emprestarem notas falsas de entrega de soja em troca de dinheiro ou para conseguir aposentadoria com o bloco de produtor rural. Com os papeis, forjava transações para liberar pagamentos. A estimativa é que, entre 2009 e 2104, R$ 5,6 milhões tenham sido desviados da empresa.

O ex-funcionário também causou um prejuízo de R$ 1,9 milhão em uma cooperativa com um golpe semelhante. Ele usava notas falsas de uma ex-sogra para receber por cargas de soja que nunca existiram. Segundo a investigação, o suspeito recebia um salário de R$ 1,7 mil, mas levava uma vida de excessos, com carros de luxo e viagens.

"Só em roupas, se estima que ele gastasse mais de R$ 60 mil por ano. Obviamente esses valores todos foram gastos, tanto é que a situação financeira dele hoje é precária", diz o delegado regional de Santa Maria, Sandro Meinerz.

A Polícia bloqueou 56 contas bancárias dos envolvidos, mas encontrou apenas R$ 857 mil. Os sócios da Agrodeltha não foram indiciados, porque não existem provas de participação deles no golpe. A empresa está em recuperação judicial. Treze agricultores registraram ocorrência porque ficaram no prejuízo.

O agricultor José Jarbas Rodrigues Portella foi uma das vítimas. Ele perdeu 400 sacas de soja. "Me sinto feito de bobo, porque a Agrodeltha vendeu várias coisas que estavam no nome dela, e eu fiquei no prejuízo", lamenta.

Inicialmente, eram 20 suspeitos. Ao longo da apuração, a polícia incluiu mais 12 pessoas que supostamente participaram da fraude. "Contabilmente, estava tudo correto, e nos documentos aparecia uma situação de legalidade, que na verdade não existia", afirma a delegada Alessandra Padula.

O advogado da Agrodeltha não quis gravar entrevista, mas disse que o inquérito reforça a inocência dos sócios. A defesa afirma que eles também foram enganados e, quando descobriram a fraude, denunciaram o caso à polícia.

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