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09/11/2016 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

MP denuncia 43 pessoas por fraude na liberação de presos em Goiás

Operação Livramento desbaratou esquema que agia dentro de presídios. Crime incluía pagamentos de decisões judiciais e trocas de favores sexuais.

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) denunciou 43 pessoas envolvidas em uma fraude que tinha como intuito beneficiar e liberar detentos de três presídios em Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana da capital. O crime foi descoberto durante a deflagração da Operação Livramento, onde foram 52 suspeitos foram presos, entre eles, advogados e servidores do sistema penitenciário.

A operação foi realizada no último dia 19 de setembro. De acordo com a denúncia, os crimes foram cometidos entre 2014 e 2016 na Penitenciária Odenir Guimarães (POG), Colônia Agroindustrial do Complexo Prisional e Casa de Prisão Provisória (CPP).

Ficou constatado, conforme as investigações, que o esquema incluía a troca de favores sexuais e até o pagamento de decisão judicial falsa para que detentos fossem soltos. Os valores variavam de R$ 5 mil a R$ 150 mil, de acordo com o poder aquisitivo do criminoso. Alguns ganhavam a liberdade direto e outros iam para o regime semiaberto, tendo que ficar na colônia agroindustrial.

De acordo com a polícia, alguns dos presos beneficiados ainda estão foragidos e são considerados perigosos, tendo cometido crimes como homicídio e roubo a bancos. Na ocasião, o delegado Breynner Vasconcelos Cursino, responsável pela operação, explicou como tudo funcionava.

“Os advogados eram os operadores da fraude e intermediavam a negociação entre os presos e vigilantes e agentes penitenciários. Os internos pagavam por decisões judiciais falsas que os colocavam em liberdade ou no regime semiaberto”, disse.

Organização

Durante as investigações foram encontradas diversas irregularidades. Os agentes recebiam decisões judiciais originais, determinando a soltura de algum preso, faziam uma cópia e só alteravam o nome do interno beneficiado. Segundo a polícia, algumas das falsificações eram grosseiras.

Alguns servidores também eram deslocados para áreas específicas do sistema prisional, facilitando o esquema. Além disso, havia a falsificação de atestados médicos para justificar a ausência de algum preso no regime semiaberto.

Havia também uma ligação entre advogados e servidores do sistema prisional. “Funcionários coagiam pessoas que tinham acabado de ser presas a contratarem advogados que já faziam parte do esquema. Em um caso, uma pessoa disse que foi ameaçada de ser colocada de cueca em uma cela com 700 presos se ela não contratasse o defensor indicado”, relatou o delegado Januário Ferreira.

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