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28/10/2016 - Extra Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Ex-diretor da Odebrecht é indiciado por fraude pela polícia do Rio

Por: Marcos Nunes


A Polícia Civil do Rio indiciou, por crime de fraude em licitação, Rogério Santos Araújo, ex-diretor da Odebrecht Plantas Indústrias e Participações. De acordo com o relatório de inquérito assinado pela delegada Renata Araujo dos Santos, da Delegacia Fazendária (DFAZ), Rogério é acusado de participação em um esquema irregular para contratação de prestação serviços internacionais que lesou os cofres da Petrobras em mais de U$ 800 milhões.

Por conta de um outro crime, o ex-executivo é apontado por investigadores da Lava Jato como operador de propinas da Odebrecht. Atualmente ele está à disposição da Justiça Federal e cumpre prisão domiciliar com o uso de tornozeleira. Outras sete pessoas que também foram acusadas de participar da fraude já haviam sido condenadas pelo mesmo crime, na 27ª Vara Criminal do Rio. No entanto, só em 2016, o caso foi encaminhado à polícia para apurar a possível participação de Rogério.

De acordo com as investigações, que foram concluídas e remetidas à Justiça na última quarta-feira, a fraude ocorreu entre 2009 e 2010. Na época, houve solicitação da diretoria internacional da Petrobras para uma licitação, a fim de contratar duas empresas de consultoria, no valor estimado de U$ 6 milhões. De acordo com o relatório da delegada Renata, o grupo foi acusado de montar uma comissão licitante que direcionou o processo para que a Odebrecht fosse vencedora. Procurada, a defesa de Rogério Santos Araújo disse que só se manifestará sobre o caso na Justiça.

Licitação em tempo recorde

Apesar do valor estimado de U$ 6 milhões, a contratação da Odebtrecht acabou sendo recomendada no processo licitatório por U$ 825,6 milhões. Além disso, segundo a polícia, mesmo com a complexidade para prestação de serviços no exterior, a licitação que deveria se prolongar por no mínimo 90 dias, ocorreu em tempo recorde e foi concluída em apenas 70.

Neste período, de acordo com a investigação, o ex-diretor da Odebrecht fez seis visitas a pessoas envolvidas na elaboração do processo licitatório. Oito empresas chegaram a receber convites para participar da concorrência, mas seus preços foram considerados superiores ao valor apresentado pela construtora.

Paralelamente às investigações policiais, uma auditoria foi aberta pela Petrobras para apurar o caso e concluiu que o processo licitatório continha irregularidades. Entre elas, estratégia adotada inadequada e fixação de contrato por preço global, tornando as condições excessivamente onerosas para a empresa. Ouvido pela polícia, Rogério Santos Araújo disse que só falaria sobre as acusações de fraude em juízo. Caso ele seja condenado por crime de fraude em licitação, estará sujeito a uma pena que varia de dois a quatro anos de detenção.

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