Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


FALSIDADE DOCUMENTAL NOS PROCESSOS ELETRÔNICOS

Veja aqui a programação deste inédito treinamento programado para o dia 20/12 em São Paulo

Acompanhe nosso Twitter

01/08/2016 - ESPN Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empresa que fornece camisinhas na Vila Olímpica é investigada por fraude no Ministério do Esporte

Por: Gabriela Moreira


A empresa contratada pelo Rio 2016 para distribuir camisinhas e lubrificantes íntimos na Vila Olímpica é investigada pela Polícia Federal nos inquéritos que apuram fraudes de mais de R$ 30 milhões em convênios do Ministério do Esporte, com confederações esportivas. O dono da empresa já prestou depoimento e negou participação, alegando ser vítima do esquema. O inquérito ainda não está encerrado.

A Social & Soluções, pertencente a Higor do Amaral Leite, foi a empresa escolhida pelo comitê para a distribuição dos preservativos. Serão 450 mil camisinhas ao longo de toda a competição, um recorde na história dos Jogos.

De acordo com as investigações, o nome usado pela empresa é fantasia. Em registros, ela aparece como Carioca Promo Consultoria LTDA. No inquérito, ela aparece como tendo participado de fraudes em licitações juntamente com a empresa SB Promoções, vencedora de diversos convênios do Ministério do Esporte nos últimos anos.

A empresa das camisinhas, segundo as investigações, entrava na concorrência apenas de fachada, após combinação de preços com a SB que vencia as disputas. São mais de 15 contratos fraudados dessa forma, com a participação de ambas e uma terceira empresa, em entidades como a Confederações de Tiro com Arco, Esgrima, Tiro Esportivo, Taekwondo, Vôlei Paralímpico, entre outras associações.

Mentor do esquema foi parceiro das camisinhas

O dono da empresa considerada cabeça da fraude é Sérgio Borges, ex-diretor da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). Ele foi patrão de Higor em 2008 e parceiro do negócio de distribuição de camisinhas no início da empresa. Depois, apenas Higor continuou tocando o projeto, como contou o próprio em depoimento à Polícia.

No depoimento prestado à PF, o publicitário afirmou que nunca entrou em licitações com confederações esportivas e afirmou que sua assinatura, presente nos processos licitatórios, foram falsificadas. Segundo Higor, sua empresa foi usada indevidamente. Ele alega ser vítima do esquema.

As investigações sobre as fraudes nos convênios esportivos foram reveladas por reportagem da ESPN no início de julho. As primeiras denúncias que levaram à instauração do inquérito inicial, também foram feitas pelo canal, em 2012, com depoimentos de ex-integrantes da Confederação Brasileira de Taekwondo.

Sérgio Borges foi procurado pela reportagem, mas não se manifestou.

O Rio 2016 não informou quanto pagou pela distribuição das camisinhas, nem como foi o processo de escolha da empresa.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 319 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2017 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal