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23/09/2015 - Folha de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Presidente da Volkswagen renuncia a cargo em meio a escândalo de poluição


O presidente mundial da Volkswagen, Martin Winterkorn, renunciou nesta quarta-feira (23) ao cargo.

Na terça, a empresa admitiu ter instalado em 11 milhões de veículos a diesel pelo mundo um sistema que fraudava testes de detecção de poluentes em várias marcas —um aumento gigantesco frente ao número de 482 mil apontado pelo governo americano inicialmente.

Em declaração publicada no site da companhia, Winterkorn afirma que não estava ciente das irregularidades, mas aceita a responsabilidade pelo problema.

"A companhia precisa de um recomeço —também em termos de pessoal. Estou abrindo caminho para esse recomeço com a minha renúncia", escreveu.

As ações da empresa, que fecharam com quedas ao redor de 20% na segunda e na terça, tiveram alta de 5,77%, para 114,8 euros.

No Brasil, o único modelo com motorização semelhante à envolvida na fraude global é picape média Amarok, que é produzida na Argentina e tem motor 2.0 turbodiesel. Esse modelo não é comercializado no mercado norte-americano, e a empresa ainda não divulgou uma lista oficial de produtos que estejam envolvidos no problema em outros países.

"Estou chocado com os eventos dos últimos dias. Acima de tudo, estou surpreso que uma conduta errada de tal escala tenha sido possível no Grupo Volkswagen", disse Winterkorn no comunicado.

Segundo o executivo, o "processo de esclarecimento e transparência" precisa continuar. "Essa é a única forma de retomar a confiança."

Entre os principais candidatos a substituto de Winterkorn estão o chefe da Porsche, Matthias Mueller, o chefe da Audi, Rupert Stadler, e o diretor da marca VW, Herbert Diess, disseram à agência de notícias Reuters três fontes próximas da questão.

Mueller é visto como favorito entre os três devido a seus anos de experiência no grupo, segundo duas fontes.

INVESTIGAÇÕES

Promotores alemães disseram nesta quarta-feira que estão realizando uma investigação preliminar sobre a manipulação de resultados de testes de emissão de poluentes em veículos da marca, enquanto a ministra de Energia da França, Ségolène Royal, afirmou que o país pode ser "extremamente severo" se sua investigação encontrar qualquer delito.

O governo da Coreia do Sul afirmou que também fará investigações sobre os níveis de emissão dos carros da Volkswagen.

O escândalo eclodiu na sexta-feira, quando a Agência de Proteção Ambiental (EPA) norte-americana, acusou a empresa de usar um software que faz com que os carros com motorização TDI (turbodiesel), como o Golf, o Passat o Jetta, pareçam menos prejudiciais ao meio ambiente do que de fato são.

Isso levou o governo Obama a obrigar a Volkswagen a realizar um recall de quase meio milhão de carros.

Antes da revelação, previa-se que o contrato de Winterkorn como presidente-executivo fosse renovado em uma reunião no final desta semana.

A montadora alemã anunciou que reservou 6,5 bilhões de euros no terceiro trimestre para enfrentar as potenciais consequências da denúncia.

Segundo o governo americano, a empresa pode, porém, enfrentar multas de até US$ 18 bilhões. Escritórios de advocacia já entraram com processos coletivos contra a companhia.

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