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03/08/2015 - Folha de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Redes sociais podem ser tão perigosas quanto 'Tudo Sobre Todos', diz perito

Por: Felipe Giacomelli


O site "Tudo Sobre Todos", que gerou polêmica ao vender informações pessoais de pessoas que morem no Brasil (como data de nascimento, endereço, nome dos pais e vizinhos, a partir de seus nomes ou CPF), reabriu a discussão sobre até que ponto os dados pessoais estão protegidos na internet.

Para Wanderson Castilho, especialista em crimes digitais e autor do livro "Manual do Detetive Virtual", a discussão sobre privacidade deveria acontecer diariamente, e não apenas quando surge uma página vendendo informações pessoais.

"As redes sociais oferecem mais informações que o 'Tudo Sobre Todos'. Mostra o relógio, o filho, a casa, a viagem. Não existe uma empresa que saiba tanto sobre você quanto a rede social", diz.

Alexandre Freire, professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e consultor de segurança da informação, discorda. Segundo ele, as pessoas conseguem medir boa parte do que é publicado no Facebook e em páginas afins e dificilmente colocam dados cadastrais.

"Sites que vendem os dados são mais perigosos, pois você não tem como controlar como a informação é divulgada. Nas redes sociais, você pode, de certa forma, ter um controle maior", afirma.

O "Tudo Sobre Todos" diz que todas as informações comercializadas são obtidas em fontes públicas, como cartórios, decisões judiciais e diários oficiais. Assim, o trabalho seria filtrar esses dados, organizá-los e vendê-los.

No entanto, nesta quinta-feira (30), a Justiça Federal determinou que a página fosse retirada do ar por causa do perigo que pode causar à sociedade. Isto é, alguém usar as informações vendidas para cometer algum tipo de crime.

A venda de dados pessoais, porém, não é proibida pela lei. O advogado Rony Vainzof, especialista em direito digital, afirma que esse tipo de comércio acontece todos os dias, mas precisa do consentimento das pessoas.

"Quando você cria uma conta em um e-mail gratuito, em troca de usar o serviço sem pagar, informa seus dados. Você aceita os termos de uso dizendo que eles podem ser vendidos para uma empresa de publicidade, mas apenas para essa finalidade. Eles não podem ser desvirtuados, como serem vendidos em um site, por exemplo", explica.

Assim, para ele, os responsáveis pelo "Tudo Sobre Todos" precisam explicar onde conseguiram as informações para que a Justiça decida se elas podem ser comercializadas.

ORIGEM DOS DADOS

Vainzof diz que há, sim, a possibilidade de terem sido obtidas apenas por documentos públicos. Ele acredita que há a necessidade de criar uma legislação específica para proteção de dados oficias.

Freire afirma que tecnologicamente a compilação de dados oficiais divulgados é possível, da mesma forma que conseguir tudo pelas redes sociais.

No entanto, segundo Castilho, a maior probabilidade é que o banco de dados tenha sido obtido de alguma forma ilícita, principalmente porque o site não informa quem são os responsáveis, está sediado fora do país, em Seicheles, e usa bitcoin, uma moeda virtual que não pode ser rastreada, como única forma de pagamento.

"A metodologia de como eles estão trabalhando com essa informação levanta a suspeita de ser ilícito. Seja invadindo o banco de dados de alguma empresa ou comprando informações vazadas por algum funcionário. Há inúmeras formas de conseguir isso no mercado negro", declara Castilho. A hipótese de a base de dados ter sido vazada de alguma empresa se baseio no fato de que algumas informações referentes a endereço de indivíduos aparecem desatualizados quando se faz a consulta.

A Folha entrou em contato com os responsáveis pelo "Tudo Sobre Todos", mas eles disseram que preferiam não dar entrevistas.

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